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Eleição de Rodrigues dos Santos "é vitória das bases contra os barões"

Luís Marques Mendes comentou o Congresso do CDS e a vitória de Francisco Rodrigues dos Santos.

Eleição de Rodrigues dos Santos "é vitória das bases contra os barões"

Luís Marques Mendes comentou, na noite deste domingo, na SIC, o Congresso do CDS e os resultados que dele saíra, com a vitória de Francisco Rodrigues dos Santos. "Gostei de ver muitas coisas do Congresso. Em primeiro lugar, é uma vitória das bases contra os barões. Ou seja, é uma grande vitória de Francisco Rodrigues dos Santos, que o país ainda não conhece muito mas vai passar a conhecer", começou por referir. 

Para o comentador, o novo líder dos centristas "tem grande mérito": "Ele não era o favorito, de facto. E em cada discurso que fazia, em cada hora que passava, ele ganhava apoios, reforçava apoios e sai claramente como o vencedor", acrescentou. 

Afastando que a vitória do novo líder do CDS seja apenas "geracional", o ex-líder do PSD apontou que há questões "mais importantes". "Em primeiro lugar, a ideia de mudança. Um partido que bate no fundo, que tem 4% dos votos é um partido que quer mudar, não quer continuidade", frisou.

Já sobre João Almeida, mesmo que este candidato não representasse "exatamente a continuidade", "a imagem era essa". "De um lado estavam os rostos do passado e do outro estava a mudança".

Além disso, "Rodrigues dos Santos fez um Congresso como se deve fazer um Congresso quando se quer ganhar. Não se discutem nos discursos grandes propostas políticas, grandes projetos, grandes pensamentos. [...] Para se ganhar é preciso ambição, emoção, coração, criação de expetativas e ele deu tudo isto", considerou. 

Em terceiro lugar, a vitória do mais jovem candidato é também, na opinião do comentador, "um sinal dos tempos, dos tempos do populismo que estão aí a surgir, sobretudo com o advento do Chega". E Francisco Rodrigues dos Santos usou "de certa forma, uma linguagem e um estilo de populismo e, portanto, teve sucesso". 

Finalmente, "aquele congresso, percebia-se, estava à espera de um chefe". Entre os candidatos, "aquele que se apresentava um chefe para guiar o partido para o futuro e para o recuperar era ele", Francisco Rodrigues dos Santos. João Almeida "tem muitas qualidades mas as circunstâncias não jogavam, manifestamente, a favor dele".

E o que esperar? Para Marques Mendes, "o CDS tradicional acabou. Isto é uma mudança política profunda. Vamos ter um CDS mais ideológico, porventura mais conservador, assumidamente de Direita".

A reentrada de Manuel Monteiro deverá também ocorrer e, quanto a Presidenciais, disse o ex-líder do PSD, vai haver "também a tentação do novo líder de o CDS ter o seu próprio candidato"

A "dificuldade" será com o grupo parlamentar uma vez que os cinco deputados "não são da linha de Francisco Rodrigues dos Santos". "Pode até haver a tentação de tentar correr com Cecília Meireles para que o líder, que era o número dois pelo Porto, entre. Acho que se isso acontecer é um erro porque Cecília Meireles é, provavelmente das melhores deputadas que há no Parlamento", opinou.

"O que falta saber é como é que o CDS ganha o país", concluiu Marques Mendes. 

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