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PS criticado à sua Esquerda e à Direita sobre transição digital

O PS levou esta quinta-feira ao debate parlamentar o tema da transição digital, mas acabou criticado por PSD, BE, CDS-PP e PAN por "não ter metas", por pretender desviar as atenções políticas e esconder problemas como a precariedade.

PS criticado à sua Esquerda e à Direita sobre transição digital
Notícias ao Minuto

17:00 - 21/11/19 por Lusa

Política transição digital

"O Governo não tem metas nem prazos para cumprir uma estratégia sobre transição digital. O programa do Governo falha e limita-se a levantar a discussão sobre como vão ser distribuídos os fundos europeus", declarou a deputada social-democrata Filipa Roseta.

Filipa Roseta, que encabeçou a lista do PSD pelo círculo eleitoral de Lisboa nas últimas eleições legislativas, elogiou a ação do comissário europeu Carlos Moedas, defendeu a necessidade de "uma escola digital para o desenvolvimento de competências e como complemento ao sistema tradicional de ensino", mas insurgiu-se "contra o Estado burocrático".

"Não podemos perder esta oportunidade para levantar Portugal", disse, numa intervenção em que considerou que a nova tecnologia é essencial para "a transparência nas sociedades e para o combate à corrupção".

Na resposta, pela bancada do PS, o deputado socialista Hugo Costa acusou o PSD de não apresentar "um único projeto" e questionou quais os resultados alcançados pelo Governo de Pedro Passos Coelho no apoio à modernização tecnológica das empresas.

"Só o PS para estar aqui a falsar sobre o passado num debate sobre o futuro", reagiu a deputada do PSD, antes de o dirigente do CDS-PP João Almeida ter criticado a bancada socialista pela escolha do tema.

"É extraordinária a escolha deste tema da transição digital, quando há protestos nas forças de segurança, carências gritantes na saúde e falta de professores. Neste debate proposto pelo PS, o Governo nem sequer se dignou a comparecer", apontou João Almeida.

O deputado do CDS-PP manifestou ainda preocupação por Portugal estar em 18º lugar dentro da União Europeia no que se refere à transição digital, o que levou logo depois o vice-presidente da bancada socialista Porfírio Silva a contrapor que o país "é um dos nove mais avançados do mundo ao nível de digitalização dos seus serviços públicos".

Pela parte do Bloco de Esquerda, Luís Monteiro acusou o Governo de usar o tema da transição digital como um chapéu de chuva para se proteger de fenómenos como a falta de investimento no Ensino Superior, ou precariedade no trabalho.

"Com o chapéu de chuva da transição digital, o PS quer fazer de conta que nada tem para responder e apenas pretende proteger os ministros mais frágeis deste Governo, como Manuel Heitor. Só que esse chapéu de chuva está furado", completou Luís Monteiro.

Neste tema da transição digital, o deputado do PCP Bruno Dias defendeu que a questão fundamental é a defesa do aparelho produtivo do país e da soberania nacional, com a valorização do trabalho com direitos.

Na atual conjuntura, segundo Bruno Dias, assiste-se a uma "crescente apropriação dos ganhos do desenvolvimento tecnológico por parte dos monopólios".

"Os progressos tecnológicos têm sido pretexto para impor mais exploração. Este debate é também sobre salários e sobre direitos dos trabalhadores", sustentou o deputado do PCP, com Mariana Silva, do PEV, a lamentar "as desigualdades em termos de cobertura da rede de internet no país".

Mariana Silva referiu igualmente que o parlamento aprovou uma resolução para a desmaterialização dos manuais escolares, mas considerou que pouco foi feito nesse sentido.

Pelo PAN, a deputada Cristina Rodrigues falou em "omissões muito relevantes" no programa do Governo em matéria de transição digital.

Cristina Rodrigues advertiu se que vive "em plena emergência climática onde o papel da investigação e desenvolvimento será fulcral para garantir a sobrevivência da espécie humana, seja através de novas de tecnologias de redução de emissões de gases com efeito de estufa nos setores da produção de energia, transportes, tratamento de resíduos, entre outros, seja através do desenvolvimento de tecnologias de captura e armazenamento de dióxido de carbono".

"Nem uma palavra sobre este desafio estratégico no capítulo da transição digital no programa do Governo. O mesmo no que se refere à implementação de uma economia circular. O planeta não pode continuar a ver os seus recursos explorados como até agora sob pena das futuras gerações não terem acesso a qualquer recurso", acrescentou.

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