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PS lamenta morte de "um nome maior" da cultura portuguesa

A líder parlamentar do PS lamentou hoje a morte do músico José Mário Branco, considerando que foi "um símbolo da resistência antifascista", um "exemplo para a geração de Abril" e um "nome maior" da cultura portuguesa.

PS lamenta morte de "um nome maior" da cultura portuguesa

Numa nota enviada à agência Lusa, Ana Catarina Mendes "lamenta profundamente a morte de José Mário Branco pelo enorme vazio que deixa na cultura portuguesa, pela luta que travou na resistência antifascista, pela convicção num mundo solidário e justo, pelo legado que deixa às novas gerações".

"José Mário Branco é um símbolo na resistência antifascista, um exemplo para a geração de Abril, um cidadão com fortes convicções democráticas, um nome maior da nossa cultura e das nossas vidas. Há dias tristes com notícias que sabemos que um dia virão, mas tentamos sempre adiar no tempo. Como o próprio cantava: 'Diz lá, valeu a pena a travessia? Valeu pois'. Uma vida cheia que nos preencheu", refere o comunicado assinado pela presidente do Grupo Parlamentar do PS.

Nesta nota, Ana Catarina Mendes diz que se fica "sem palavras perante a tristeza imensa do desaparecimento" de José Mário Branco e, entre outros exemplos, aponta que o tema "Inquietação" ficará "para sempre como um grito para continuar o caminho da democracia".

"Como o próprio dizia, 'contem comigo para cantar e para tudo o resto'. Continuaremos a ouvir e não esqueceremos como a força das suas palavras construiu, também, a democracia", acrescenta Ana Catarina Mendes.

Nascido no Porto, em maio de 1942, José Mário Branco é considerado um dos mais importantes autores e renovadores da música portuguesa, sobretudo antes do 25 Abril de 1974 quando estava exilado em França e no período revolucionário. O seu trabalho estende-se também ao cinema e ao teatro.

Foi fundador do Grupo de Ação Cultural (GAC), fez parte da companhia de teatro A Comuna, fundou o Teatro do Mundo, a União Portuguesa de Artistas e Variedades e colaborou na produção musical para outros artistas, nomeadamente Camané, Amélia Muge ou Samuel.

Estudou História nas universidades de Coimbra e do Porto, foi militante do PCP até ao final da década de 60 do século passado e a ditadura forçou-o ao exílio em França, para onde viajou em 1963, só regressando a Portugal em 1974.

Em 2018, José Mário Branco cumpriu meio século de carreira, tendo editado um duplo álbum com inéditos e raridades, gravados entre 1967 e 1999. A edição sucede à reedição, no ano anterior, de sete álbuns de originais e um ao vivo, de um período que vai de 1971 e 2004.

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