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Parlamento está dividido mas preocupado com situação no Chile

O parlamento debateu hoje cinco projetos de resolução sobre a situação no Chile, onde, no último mês, se verificaram manifestações contra as desigualdades sociais e a constituição do país, mas apenas um, do PS, foi aprovado.

Parlamento está dividido mas preocupado com situação no Chile
Notícias ao Minuto

14:39 - 15/11/19 por Lusa

Política Chile

No total, foram apresentados cinco projetos de resolução de condenação, preocupação ou repúdio, embora com diferenças, em que se notou uma divisão esquerda-direita.

O cruzamento dos votos contra ou a abstenção do PS e PSD e dos partidos de esquerda ditou o chumbo dos projetos de resolução do BE, IL, CDS e PCP.

Apenas o do PS, de "preocupação pela violação dos direitos humanos no Chile", foi aprovado, apesar da abstenção do PCP e PEV, e do voto contra do Chega.

O Bloco de Esquerda propôs um voto de "condenação e preocupação sobre a situação no Chile", o PCP pretendia condenar a repressão contra as manifestações e o PS quis expressar a sua preocupação pela violação dos direitos humanos.

À direita, o texto do CDS era de condenação e preocupação pelos "ataques ao Estado de direito e à ordem pública no Chile".

Já a Iniciativa Liberal (IL) propunha que o parlamento repudiasse o "abuso de poder do Estado do Chile na repressão das manifestações".

As manifestações no Chile surgiram em outubro em protesto contra um aumento do preço dos bilhetes de metro em Santiago, decisão que seria suspensa e posteriormente anulada pelo Governo liderado pelo Presidente chileno Sebastián Piñera.

Mas, apesar do recuo, as manifestações e os confrontos, que já fizeram 22 mortos, prosseguiram devido à degradação das condições sociais e às desigualdades no país.

Na terça-feira, milhares de chilenos reivindicaram em várias cidades o fim das desigualdades e melhorias na educação e saúde e o aumento das pensões, durante uma greve geral convocada após três semanas de protestos.

Aprovada em 1980 num controverso referendo e em plena ditadura de Pinochet, a Constituição chilena foi revista ao longo dos anos mais de 40 vezes, mas continua a ser foco de críticas por causa do seu espírito neoliberal e por favorecer a iniciativa privada em setores encarados como essenciais como a saúde, a educação ou o sistema de pensões.

No domingo, o Presidente chileno, Sebastián Piñera, anunciou que está a preparar um projeto para alterar a Lei Fundamental, uma das principais exigências dos manifestantes.

Na sessão de hoje, também se votaram resoluções sobre a situação na Bolívia e apenas o texto do PS foi aprovado. Os restantes, do PCP, BE e CDS, foram chumbados.

A resolução dos socialistas era um voto de "preocupação pela situação" no país, com a saída do poder do presidente Evo Morales, após semanas de contestação nas ruas, e em que se faz um "apelo à reposição da normalidade democrática".

Com a abstenção do PS, e com os votos contra de PCP e PEV, passou um voto de saudação pelo Prémio Sakharov 2019, atribuído a Ilham Tohti, e de "condenação das sistemáticas violações de direitos das minorias Uigure na China", apresentado pela bancada do PAN.

Ainda em matéria de relações internacionais, foram reprovados votos de condenação, um do Bloco de Esquerda, pela invasão turca da região curda de Rojava, no norte da Síria, e outro do PCP, contra a "guerra de agressão contra a Síria e o seu povo".

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