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Fátima Bonifácio deveria "reconhecer que errou de forma grave"

O texto de opinião da autoria de Fátima Bonifácio continua a dar que falar e a ser tema de comentários em vários quadrantes da sociedade portuguesa.

Fátima Bonifácio deveria "reconhecer que errou de forma grave"

Ainda antes de a associação SOS Racismo ter anunciado que vai apresentar uma queixa-crime contra a historiador Fátima Bonifácio pelas suas palavras escritas num artigo de opinião publicado no jornal Público, o antigo ministro Miguel Poiares Maduro já tinha tecido algumas considerações a este respeito.

Num longo comentário publicado na sua página de Facebook, o social-democrata começa por dizer que o texto causador de polémica está “cheio de preconceitos e generalizações perigosas”.

A autora, refere Miguel Poiares Maduro, “poderia ter criticado o sistema de quotas para ciganos e africanos sem fazer generalizações (…) e sem entender que qualquer pessoa que a elas pertença nunca poderá ser parte da nossa sociedade”.

Mas como não foi isso que aconteceu, o antigo ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional do governo de Pedro Passos Coelho diz “esperar” que a “capacidade intelectual que é reconhecida a Fátima Bonifácio” a faça “reconhecer que errou de forma grave”.

Este é apenas o primeiro entendimento que Poiares Maduro faz do tema.

Partindo para uma análise mais política, o social-democrata considera que “diz muito do clima de guerra cultural em que estamos que tantas pessoas da minha área política tenham dificuldade em criticar o texto”, pois “acham que dessa forma estão a dar razão ao ‘outro lado’ e, por isso mesmo, concentram a sua resposta numa alegada crítica excessiva, violadora da liberdade de expressão”.

E quanto às reações que têm vindo a público, estas mostram bem como “estamos perante uma guerra cultural com dois lados bem demarcados”, com uma “parte da Direita portuguesa a contrapor à hegemonia cultural da Esquerda um programa de combate cultural pela Direita”.

São eles ou nós. E sendo eles ou nós o que os 'nossos' dizem está sempre bem e o que eles dizem está sempre mal. Isto é o contrário de um projeto liberal

Por fim, Poiares Maduro faz também uma análise ao nível da comunicação social, defendendo que a “liberdade de expressão não exige que um jornal publique todos os artigos que recebe”.

“Exige sim que no nosso espaço público diferentes posições, incluindo, algumas que podem ser mesmo ofensivas, se possam fazer ouvir. É uma questão de organização e pluralismo no espaço público e não num jornal em concreto”, remata.

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