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PSD admite viabilizar alterações às leis laborais do Governo

O líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, admitiu hoje viabilizar as mudanças às leis laborais, atualmente em debate na Assembleia da República, desde que tenham o apoio da concertação social.

PSD admite viabilizar alterações às leis laborais do Governo

"O PSD apoiará qualquer proposta, seja do PS seja de outro partido, desde que ela tenha o apoio da concertação social. É esse o princípio do PSD nas leis laborais", disse o deputado, no final de uma reunião da bancada social-democrata, em que esta legislação esteve em discussão.

Fernando Negrão afirmou-se favorável, em termos muitos genéricos, a soluções nesta legislação que sejam as "mais adequadas para o mercado de trabalho".

Em 27 de junho, no grupo de trabalho que está a discutir esta legislação, os deputados do PS e PSD aprovaram o alargamento do período experimental de 90 para 180 dias para trabalhadores à procura de primeiro emprego e desempregados de longa duração, mas a norma travão proposta pelos socialistas foi chumbada.

O alargamento do período experimental de 90 para 180 dias para trabalhadores à procura de primeiro emprego e desempregados de longa duração proposto pelo Governo foi aprovado com os votos a favor do PS e do PSD, a abstenção do CDS e é contestada pela esquerda, PCP e Bloco de Esquerda.

Na reunião de hoje, esteve também em debate o pacote de habitação, um problema "importante" para muitos portugueses, e para o qual é preciso encontrar soluções, e um projeto do BE sobre Procriação Medicamente Assistida (PMA), ficando para a direção da bancada a decisão sobre a liberdade de voto.

Questionado sobre a entrevista do ministro da Agricultura, Capoulas Santos, à RR e ao Público em que defende uma maioria absoluta para o PS nas eleições de outubro, Negrão comentou que não ouviu mais ninguém, dentro do executivo, defender essa maioria, e desaconselhou-a.

"Todos sabemos que a uma maioria absoluta do PS nunca é positiva para o país. Nós tivemos a experiência de uma maioria absoluta no país e vimos acabou. Acabou em bancarrota", afirmou, numa referência ao executivos do socialista José Sócrates.

Num comentário a declarações do vice-presidente do partido David Justino, à TSF, em que acusou o Ministério Público (MP) de ter uma "gestão política" em alguns processos, Negrão demorou uns segundo a responder, sugeriu que os jornalistas fizessem a pergunta ao dirigente social-democrata, mas deu sinais de discordar.

"Eu presumo que não haja gestão política por parte das magistraturas relativamente a esses casos", disse, ressalvando desconhecer em que contexto David Justino falou.

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