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Costa vence "crise de fim de semana". Já PSD e CDS "puseram-se a jeito"

Para Marques Mendes, António Costa poderá ter tido aqui "talvez a melhor prestação política desde que é primeiro-ministro", isto quando CDS e PSD, se estivessem no poder, "nunca na vida aprovariam uma medida desta natureza".

Costa vence "crise de fim de semana". Já PSD e CDS "puseram-se a jeito"

Este domingo, CDS e PSD reagiram à posição de António Costa, que tinha aberto a porta a uma possível demissão no Governo caso fosse aprovada a contagem da totalidade do tempo de serviço 'congelado' dos docentes.

Marques Mendes, no seu espaço semanal de comentário no telejornal da SIC, comentou a atualidade política, com elogios à atuação do primeiro-ministro e algumas críticas ao PSD e CDS.

Para o comentador, "o que nós tivemos verdadeiramente foi uma crise de fim de semana: começou na sexta, acabou hoje [domingo]. Tudo espremido, ficou o seguinte para a história: António Costa bateu o pé, ameaçou demitir-se, dramatizou, PSD e CDS foram obrigados a recuar, e ele pôs ordem na casa e terminou a crise. E é isto que fica para a história".

Ora para o comentador, António Costa, no seu discurso, destacou-se de três maneiras: "Teve um discurso responsável, teve uma parte de taticismo, em que foi inteligente, e teve alguma dose de oportunismo político”.

O antigo líder do PSD salientou que concorda com o primeiro-ministro “na questão de fundo” sobre a contagem do tempo de serviço dos professores. "Esta é uma decisão financeiramente insustentável". E, salientou, “o engraçado é que Rui Rio o reconhece. Nisso, [Costa e Rio] estão de acordo”.

De resto, Marques Mendes considera que "é justo reconhecer o tempo todo de serviço para os professores. Mas e para os trabalhadores do privado, que ainda hoje têm vencimentos mais baixos do que antes da crise? E para os desempregados, e para os pensionistas, e para os outros funcionários públicos, e para os jovens que emigraram…?", elencou.

"Ou seja", prosseguiu, "do ponto de vista da equidade, de facto isto não é correto e nesse plano António Costa foi responsável. É certo que o PS teve no início avanços e recuos, também criou expectativas, mas Costa, de há um ano a esta parte, foi claro e coerente".

Para além disto, o antigo ministro destacou que Costa foi também "inteligente do ponto de vista tático". Nomeadamente pelo que Rui Rio afirmou este domingo: "Costa estava com dificuldades nas Europeias, com a Geringonça por causa da Lei de Bases da Saúde, com problemas de imagem no Governo, a cair nas sondagens, ou seja, estava à defesa. E encontrou aqui uma oportunidade para passar ao ataque", explicou.

E por que razão pôde o líder do PS fazer isto, questionou Marques Mendes, respondendo de seguida: "Por ingenuidade do PSD e CDS. Ingenuidade, ou amadorismo, ou desleixe, seja o que for, mas quem deu de mão beijada esta oportunidade a Costa de fazer o tal 'teatro' foram Assunção Cristas e Rui Rio. Colocaram-se a jeito".

É que, explicou o comentador, PSD e CDS "colocaram condições na comissão parlamentar para aprovar os nove anos, mas as condições foram chumbadas e o que deviam ter feito era dizer 'se não satisfazem as condições retiramos os nove anos' mas não, votaram à mesma".

Marques Mendes afirmou ainda que "esta foi talvez a melhor prestação política de Costa desde que é primeiro-ministro. Mas isto também foi um erro enorme do PSD e CDS, que vão pagar uma 'fatura'", acrescentou o comentador.

Marques Mendes acredita que tanto Rui Rio como Assunção Cristas terão dificuldade em explicar aos respetivos militantes "como é que PSD e CDS estão de braço dado" com o PCP e o Bloco de Esquerda "numa matéria financeira e orçamental" desta dimensão. "Até por que se estivessem no Governo, como já estiveram várias vezes, nunca na vida aprovariam uma medida desta natureza", rematou.

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