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"Ninguém está a acabar" com privados na saúde, diz Catarina Martins

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu hoje que "ninguém está a acabar" com os privados e o setor social na saúde, e assinalou que a questão principal é saber onde é gasto o dinheiro público.

"Ninguém está a acabar" com privados na saúde, diz Catarina Martins
Notícias ao Minuto

17:14 - 01/05/19 por Lusa

Política BE

"Eu tenho ouvido discussões bastante absurdas sobre este tema, e eu queria lembrar o seguinte: o que está em causa não é saber se acabam os privados ou o setor social na saúde, ninguém está a acabar com eles, o que está em causa é saber onde é que é gasto o dinheiro público", afirmou Catarina Martins.

Falando aos jornalistas à porta da sede nacional do partido, à margem do desfile que assinala o Dia do Trabalhador, em Lisboa, a líder bloquista lembrou que "a Lei de Bases da Saúde vai ser votada na especialidade esta semana".

"A posição do Bloco de Esquerda é clara", referiu Catarina Martins, considerando que "até há pouco tempo havia mais posições claras, o Partido Socialista estava de acordo, o PCP também, era preciso defender o Serviço Nacional de Saúde (SNS) da sangria dos privados".

Porém, na ótica da líder, "o Governo e o Partido Socialista estão com dificuldades de explicar a sua posição aos seus próprios militantes".

Para o BE, o importante, "e que foi o apelo de António Arnaut para salvar o Serviço Nacional de Saúde, é que onde o Serviço Nacional de Saúde dá resposta, não deve dar o dinheiro aos hospitais privados, e que as PPP [Parcerias Público Privadas] devem acabar, porque é uma forma de pôs os concorrentes privados dentro do SNS a fragilizar o SNS".

Respondendo a "quem diz que é coisa pouca", a coordenadora do BE apontou "que as PPP levam cerca de 500 milhões de euros ao ano, que nesta legislatura levaram dois mil milhões de euros".

"Dois mil milhões de euros para grupos de hospitais privados nacionais e internacionais que foram para esses grupos, em vez de estarem no Serviço Nacional de Saúde. Ficamos sossegados com isso? Eu acho que não", frisou.

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