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Expansão do Metro "não serve interesses da cidade nem área metropolitana"

O PCP discordou hoje da opção governamental de expansão das linhas verde e amarela do Metro de Lisboa, com novas estações em Santos e Estrela, argumentando que "não serve os interesses nem da cidade, nem da área metropolitana".

Expansão do Metro "não serve interesses da cidade nem área metropolitana"
Notícias ao Minuto

16:24 - 09/01/19 por Lusa

Política PCP

"A solução anunciada pelo Governo do PS, juntamente com a Câmara Municipal de Lisboa, de expansão da rede do Metropolitano de Lisboa não serve os interesses nem da cidade, nem da área metropolitana de Lisboa", lê-se num comunicado dos comunistas.

O primeiro-ministro, António Costa, acompanhado pelo ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Fernando Medina, viajou hoje de metro entre a Baixa-Chiado e o Alto dos Moinhos para lançar o concurso para o prolongamento da rede de Metro, num investimento de 210 milhões de euros até 2023.

"A opção pela designada 'linha circular', unindo a linha amarela e a linha verde no Campo Grande e no Cais Sodré, com duas novas estações em Santos e Estrela, com custo superior a 200 milhões de euros, desconsidera e abandona o inadiável investimento, esse sim prioritário, para o Metro até à zona ocidental de Lisboa e até Loures. Com a agravante de que a errada opção agora assumida implicará no futuro a sua correção com o dispêndio desnecessário de recursos para o povo português", lamenta o PCP.

Para os comunistas, "bem pode o Governo falar da necessidade de construir consensos", mas "a verdade é que esta opção foi imposta pelo PS (apoiado pelo BE na CML, onde o seu voto podia ter sido decisivo para outra solução) ao arrepio do que resultou da consulta pública e da opinião alargada de técnicos".

"A opção anunciada é contrária aos interesses da população da cidade e da área metropolitana de Lisboa, em particular da margem Norte. Contra a população de Telheiras, prejudicada com o fim da sua ligação direta à linha Verde. Contra a população de Odivelas, do Lumiar, da Ameixoeira, da Charneca, prejudicadas com o fim da sua ligação à linha amarela. Contra a população de Loures, que vê comprometida a expansão ao seu concelho. Contra a população de Alcântara, da Ajuda, de Belém, prejudicadas com o adiamento 'sine die' da expansão para a zona ocidental da Cidade", é referido na nota.

No comunicado, o PCP considera ainda que "falaram mais alto os interesses especulativos e a perspetiva da valorização de um conjunto de projetos imobiliários na zona das novas estações" e também "a visão de uma capital do país submetida à mono atividade do turismo".

Segundo os dirigentes comunistas, "o Governo minoritário do PS não rompeu com opções da política de direita e convergiu com PSD e CDS na falta de resposta aos muitos problemas que se colocam no funcionamento do Metro, não contratando os trabalhadores necessários, não investindo na infraestrutura e na manutenção e renovação de frotas, não modernizando a capacidade de resposta".

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