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Ex-ministro da Saúde apela a entendimento entre Governo e enfermeiros

O ex-ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes apelou hoje a um entendimento entre o Governo e os sindicatos dos enfermeiros para pôr fim à greve que está a penalizar e a fazer sofrer os doentes.

Ex-ministro da Saúde apela a entendimento entre Governo e enfermeiros
Notícias ao Minuto

15:30 - 07/12/18 por Lusa

Política Greve

"Eu tenho a certeza que a atual equipa política do Ministério da Saúde tem todas as condições e está empenhadíssima em encontrar um ponto de diálogo", afirmou o ex-ministro aos jornalistas à margem das comemorações dos 64 anos do Hospital Santa Maria, que arrancaram hoje numa conferência em Lisboa.

Por isso, "o apelo que faço como ex-governante é que se sentem à mesa, encontrem um ponto de entendimento prévio para que esta escalada, que está a acontecer nos hospitais e que está a prejudicar muito quem menos merece, seja interrompida", salientou.

Adalberto Campos Fernandes disse ver com "enorme preocupação" os impactos da greve dos enfermeiros, que teve início há duas semanas nos blocos operatórios de cinco hospitais e já cancelou quase 5.000 cirurgias programadas, mas afirmou compreender as razões dos profissionais.

"Disse-o quando estava no Governo e digo-o agora: as razões dos enfermeiros são profundamente atendíveis", disse, sustentando: "nós compreendemos bem as expectativas de muitos anos e aquilo que é uma necessidade que eles têm de encontrar um rumo para a sua carreira profissional e para o seu destino profissional".

Mas, salientou, "a minha intervenção hoje aqui é apenas para fazer um apelo em nome dos doentes", que "estão a sofrer e estão a ser penalizados".

"Os enfermeiros têm razão, as expectativas são legítimas e é preciso encontrar um ponto de equilíbrio e a atual equipa política tem todas as condições para seguramente, dentro dos constrangimentos que existem encetar esse diálogo" reiterou o ex-ministro que liderou as negociações com os enfermeiros.

Em declarações recentes a agência Lusa, a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, disse que a equipa anterior da Saúde, no tempo do ministro Adalberto Campos Fernandes, tinha uma proposta "que era boa para os enfermeiros", mas que "não foi aceite pelas Finanças".

Segundo a bastonária da OE, a proposta da equipa ministerial anterior contemplava a categoria de enfermeiro especialista e valorizava as competências acrescidas dos enfermeiros que lhes são reconhecidas pela Ordem.

A greve, que termina no dia 31 de dezembro, está a decorrer nos blocos operatórios do Centro Hospitalar Universitário de S. João (Porto), no Centro Hospitalar Universitário do Porto, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e no Centro Hospitalar de Setúbal.

Foi convocada pela Associação Sindical Portuguesa de Enfermeiros (ASPE) e pelo Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor), embora inicialmente o protesto tenha partido de um movimento de enfermeiros que lançou um fundo aberto ao público que recolheu mais de 360 mil euros para compensar os colegas que aderissem à paralisação.

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