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Iniciativa Liberal quer "caras novas" diferentes da de Santana

O presidente da Iniciativa Liberal, Carlos Guimarães Pinto, defendeu hoje em Madrid "uma nova forma de fazer política", com "caras novas", que não pode ser feita com pessoas como Pedro Santana Lopes, na política há mais de 40 anos.

Iniciativa Liberal quer "caras novas" diferentes da de Santana
Notícias ao Minuto

12:45 - 10/11/18 por Lusa

Política Mudança

"Uma nova forma de fazer política não se faz com pessoas que andam a fazer política há mais de 40 anos", disse à agência Lusa Carlos Guimarães Pinto, à margem do congresso do Partido da Aliança dos Liberais e Democratas pela Europa (ALDE), a família política europeia da Iniciativa Liberal (IL).

Mesmo assim, o líder dos liberais portugueses assegurou que não tem "anticorpos" contra Santana Lopes e "é muito bom sinal para o liberalismo que um político com tantos anos, [...], não se importe de se querer promover como um liberal, é um ótimo sinal".

"Acho que o aparecimento de novos partidos é muito bom para a democracia", disse o líder da IL sobre a criação da Aliança, uma formação política em fase de criação que está a ser promovida por Pedro Santana Lopes.

O Tribunal Constitucional (TC) aprovou a formação do novo partido Aliança, fundado por Pedro Santana Lopes, em 25 de outubro último.

A IL nasceu em 2016 e ocupa o espaço político que a nova Aliança também reivindica.

"A nossa perspetiva é trazer caras novas para a política, pessoas que venham da academia, do mundo dos negócios e sem ligação à política", afirmou Guimarães Pinto, acrescentando que serão estabelecidas ligações e parcerias com quem traga "algo de novo para a política".

O 39.º congresso dos liberais europeus encerrou hoje na capital espanhola tendo reunido mais de mil delegados dos 60 partidos que integram a plataforma que tem oito chefes de governos europeus.

"Viemos aqui porque queremos contribuir no campo das ideias para construir uma Europa melhor", defendeu Carlos Guimarães Pinto, ao mesmo tempo que alertava contra o aparecimento de novas forças políticas "inimigas da liberdade, tanto à esquerda como à direita".

Os liberais portugueses defenderam no congresso várias soluções para combater os populismos, devolvendo o poder dos centros de poder para as comunidades locais e os indivíduos.

"Como primeira prioridade, queremos no campo das ideias para que se possa devolver o poder de Bruxelas e Lisboa na direção das pessoas", resumiu o presidente da IL.

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