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"O Governo é como Cavaco, nunca se engana e raramente tem dúvidas"

O fundador do partido Aliança brincou com as palavras de Carlos César depois de este ter garantido que o atual Governo “é a única entidade que não falhou nas previsões” do défice.

"O Governo é como Cavaco, nunca se engana e raramente tem dúvidas"
Notícias ao Minuto

23:22 - 23/10/18 por Natacha Nunes Costa 

Política Santana Lopes

O alerta deixado pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que diz que o défice do próximo ano é de 0,5 e não de 0,2 como diz o Governo, foi um dos temas discutidos esta semana no espaço de comentário político de Pedro Santana Lopes e Carlos César, na SIC Notícias.

Como líder do partido do atual Governo, Carlos César garantiu que o primeiro-ministro não está a mascarar as contas e sublinha que se há variações, essas são “apenas" decimais.

“É preciso ter assente o seguinte: estamos a discutir décimas! Não estamos a discutir um escândalo de ilusão orçamental. Este Governo não falha previsões, podia falhar, mas não falha”, disse, acrescentando que quem muitas vezes “falhou” foi a Comissão Europeia e a própria UTAO.

Para Carlos César, não há dúvidas de que “a única entidade que não falhou nas suas previsões foi justamente o Governo e Mário Centeno”. Já Pedro Santana Lopes sorriu perante tais afirmações e ironizou: “O Governo é como Cavaco Silva, nunca se engana e raramente tem dúvidas”.

Já um pouco mais à defensiva, o antigo presidente do Governo dos Açores assumiu que o Executivo pode ter dúvidas, mas “na área orçamental raramente se enganou e quando se enganou foi para nosso benefício”.

Santana Lopes não tem tantas certezas como Carlos César. Para o antigo ministro, o Governo de António Costa está a fazer uma “espargata maior” com o Orçamento do Estado para 2019 e a dar uma “série de benesses” que faz Bruxelas, a UTAO e a sociedade duvidarem se o Executivo vai mesmo conseguir cumprir o défice.

Palavras que o socialista desvalorizou, garantindo que o Executivo vai atingir o défice orçamental de zero.

“Este Orçamento está mais protegido e é mais fácil cumprir este défice. Não nos falta credibilidade. Credibilidade foi o que faltou durante muitos anos e, em particular, no último governo”, rematou.

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