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OE2019: Catarina Martins teve com Governo primeira reunião de negociação

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, disse que teve hoje com o primeiro-ministro a primeira reunião de negociação do Orçamento do Estado para 2019, mas recusou-se a adiantar qualquer pormenor sobre o teor das conversações.

OE2019: Catarina Martins teve com Governo primeira reunião de negociação
Notícias ao Minuto

20:45 - 19/06/18 por Lusa

Política Bloco de Esquerda

"Esta foi uma primeira reunião de negociação. Como tenho dito todos os anos, as negociações fazem-se à mesa", declarou Catarina Martins após cerca de duas horas e meia de reunião com António Costa, nas instalações provisórias do líder do executivo, no Terreiro do Paço.

Catarina Martins recusou-se depois a esclarecer os jornalistas sobre se o Bloco de Esquerda já tinha apresentado ao primeiro-ministro um caderno reivindicativo.

A coordenadora do Bloco de Esquerda estava acompanhada pelo seu líder parlamentar, Pedro Filipe Soares, e pelos dirigentes Mariana Mortágua e Jorge Costa.

Além de António Costa, o Governo fez-se representar na reunião pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, e pelo secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos.

A reunião estava agendada para as 17:00, mas António Costa só chegou ao Terreiro do Paço depois das 17:30, vindo de uma sessão de apresentação do Programa Nacional de Investimentos 2030, no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

Até agora, o primeiro-ministro ainda não se pronunciou sobre negociações com parceiros parlamentares para a elaboração da proposta de Orçamento do Estado para 2019.

Por sua vez, na segunda-feira, questionada pelos jornalistas sobre esta reunião de hoje, Catarina Martins respondeu: "Como eu, aliás, julgo que tenho repetido, todos os anos por esta altura, neste momento as negociações fazem-se à mesa".

"O Bloco de Esquerda fará várias reuniões, umas mais setoriais do que outras. Teremos sempre a mesma posição: seremos a garantia do cumprimento dos acordos que fizemos em 2015: recuperar salários e pensões, proteger os serviços públicos", disse.

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