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Eutanásia: Carlos César rejeita referendo, Santana tem "muitas dúvidas"

Carlos César e Pedro Santana Lopes debateram, esta terça-feira à noite, a questão da eutanásia cujos diplomas vão ser debatidos na Assembleia da República na próxima terça-feira, dia 29 de maio.

Eutanásia: Carlos César rejeita referendo, Santana tem "muitas dúvidas"
Notícias ao Minuto

23:56 - 22/05/18 por Patrícia Martins Carvalho 

Política Opinião

O presidente do Partido Socialista começou o seu comentário, na antena da SIC Notícias, por criticar as declarações de Assunção Cristas que disse que o Serviço Nacional de Saúde se prepara para “executar a morte” com a aprovação da despenalização da morte medicamente assistida.

“É uma frase muito infeliz”, diz Carlos César que frisa que a função do SNS é “proporcionar aos portugueses conforto e soluções que tenham em vista, não só a sua condição de saúde, mas também a sua dignidade enquanto ser humano”.

Quanto aos projetos de lei que vão estar em debate no Parlamento na próxima semana, o socialista defende que “valorizam a dignidade humana, a dignidade em vida e não advogam a morte”.

“Estas circunstâncias em que a eutanásia será permitida - se forem aprovados os diplomas - encimam essa circunstância na vontade soberana, livre, consciente e que é validada em diferentes fases do processo”, afirma, explicando que o que está em causa são situações de “extremo sofrimento e doença incurável”.

Face aos debates que têm vindo a ser feitos sobre o tema, Carlos César é perentório ao afirmar que “há condições para que a Assembleia da República exerça as suas funções”, rejeitando este seja um tema que deva ser referendado, pois trata-se de um “direito que é uma liberdade individual, é uma decisão do foro da intimidade”.

Quem não está tão cheio de certezas é Pedro Santana Lopes. No mesmo espaço de debate semanal, o social-democrata, que recentemente disputou a liderança do PSD e perdeu para Rui Rio, admite que a despenalização da morte medicamente assistida é uma matéria sobre a qual tem as “maiores dúvidas”.

Pedro Santana Lopes diz que não o “choca” um referendo a esta matéria ao mesmo tempo que atira uma farpa à “vertigem legislativa” que se tem vindo a verificar nos últimos tempos, pois as “posições da Esquerda ou extrema Esquerda acabam por vingar e, nesse plano, temos seguido caminhos extremamente progressistas”.

“É preciso um compasso de espera”, defende, ao mesmo tempo que confessa: “Se eu estivesse no Parlamento neste momento tinha as maiores das dúvidas quanto ao sentido de voto, embora, tenda a subscrever a posição da Igreja Católica… mas tenho as maiores dificuldades porque, quando penso para comigo, a minha tendência é dizer que o ser humano tem direito, numa situação de sofrimento atroz, a dizer que não quer viver mais, mas a verdade é que estas legislações têm levado a grandes exageros noutros países”.

Quanto à questão do exagero, Carlos César sossegou o colega do debate, assegurando que os projetos de lei que estão em cima da mesa “acautelam” precisamente qualquer tipo de exagero nesta matéria.

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