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Mega operação do SEF desmantela rede de prostituição liderada por mulher

A investigação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) ainda decorre. Em causa estão os crimes de tráfico de seres humanos para exploração sexual, auxílio à imigração ilegal, lenocínio e branqueamento de capitais.

Mega operação do SEF desmantela rede de prostituição liderada por mulher
Notícias ao Minuto

20:00 - 22/02/18 por Patrícia Martins Carvalho 

País Investigação

Três detidos, 36 identificados, sete buscas domiciliárias, uma busca a escritório, uma busca a estabelecimento comercial e buscas e apreensão de viaturas. Este é o balanço da operação levada a cabo, na quarta-feira, pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras que permitiu desmantelar uma rede de prostituição e tráfico de pessoas a operar em Portugal.

No âmbito de uma investigação que ainda decorre, os inspetores do SEF desencadearam uma “vasta operação nas localidades de Caldas da Rainha, Cadaval, Santarém, Leiria, Ourém, Nazaré, Évora, Quarteira e Faro, com vista ao cumprimento de vinte e quatro mandados judiciais”, tendo sido possível localizar

A rede de prostituição que foi desmantelada era liderada por uma mulher de nacionalidade estrangeira que tinha a responsabilidade de gerir “duas dezenas de locais de prostituição de norte a sul do país”.

De acordo com um comunicado do SEF, as vítimas desta rede eram “mantidas em cativeiro”, “passavam fome”, eram “espancadas e violadas” e obrigadas a “praticar a prostituição e a fazer sexo sem preservativo”, segundo a denúncia que chegou às autoridades via chamada anónima.

Na sequência das buscas efetuadas foi possível apreender uma “variada prova dos crimes praticados, sendo de realçar a elevada quantidade de ouro apreendido numa das casas, bem como a apreensão de centenas de milhar de euros em cheques passados ao portador, duas viaturas recentemente adquiridas pelos suspeitos, diversos extratos bancários, agendas, material informático, documentação vária e outro material que relacionam os suspeitos com a atividade criminosa”.

De referir ainda que das 36 pessoas identificadas, que têm idades entre os 30 e os 60 anos, 30 são de nacionalidade estrangeira e foram presentes esta quinta-feira a tribunal, não sendo ainda conhecidas as medidas de coação aplicadas.

O SEF revela também que no decorrer da investigação foi possível “sinalizar uma vítima de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual”, tendo sido ainda “efetuada uma detenção em flagrante delito de uma cidadã estrangeira em situação irregular em território nacional e notificadas mais quatro para abandono de território nacional”.

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