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Reinventar a floresta é "designo nacional", defende João Guerreiro

O presidente da comissão técnica independente que está a estudar os fogos do Centro do país, João Guerreiro, considerou hoje que "reinventar a floresta é um designo nacional" e apelou a que o "debate atual tenha reflexos".

Reinventar a floresta é "designo nacional", defende João Guerreiro
Notícias ao Minuto

19:04 - 16/01/18 por Lusa

País Incêndios

Em declarações à agência Lusa, à margem de uma conferência organizada pela Forestis -- Associação Florestal de Portugal no Porto, o responsável disse que "depois dos trágicos acontecimentos que se prolongaram desde junho até outubro, todos estão vocacionados e impelidos para fazer a valorização e a reinvenção da floresta".

"A floresta tem de ser abordada como um recurso nacional, como um bem público nacional as políticas públicas têm de se reforçar nesse domínio. A atenção aos proprietários tem de se ampliar, a possibilidade das universidades e dos institutos politécnicos orientarem a sua investigação para a floresta também. Tudo isto tem de ser um desígnio nacional", disse.

Antes, quando se referia a "todos", João Guerreiro, enumerou empresários, famílias, população, Governo, autoridades locais, entre outros agentes da sociedade nacional.

O presidente da Comissão Técnica Independente lembrou que "as medidas de intervenção na floresta não são medidas com impacto a curto prazo", por serem de "médio e longo prazo", razão pela qual vincou a necessidade de ação imediata.

"Defendo que este debate nacional que se está a fazer em torno da floresta, que tem tido eco nos vários setores, seja acompanhado por todos para que não seja apenas um debate e tenha reflexos na reinvenção da floresta", concluiu.

O projeto de lei da Assembleia da República que decreta a criação de uma comissão técnica independente para analisar os fogos de outubro é da autoria de PSD, PS, BE, CDS-PP, PCP e PEV e foi aprovado na generalidade, especialidade e votação final global no dia 07 de dezembro, com votos favoráveis destes partidos e a abstenção do PAN.

Segundo o diploma, o mandato desta comissão "inicia-se com a sua primeira reunião e termina com a entrega, ao presidente da Assembleia da República, do relatório da respetiva atividade, a qual deve ocorrer até 19 de fevereiro de 2018".

Os incêndios de outubro atingiram 27 concelhos da região Centro, provocando 45 mortos e cerca de 70 feridos.

Os incêndios destruíram total ou parcialmente cerca de 800 habitações permanentes, quase 500 empresas e extensas áreas de floresta nos distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu.

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