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Avião da Força Aérea em missão de reconhecimento e avaliação de incêndios

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, determinou hoje a realização de um voo de reconhecimento e avaliação, com recurso a uma aeronave da Força Aérea, tendo em conta o agravamento do risco de incêndio florestal.

Avião da Força Aérea em missão de reconhecimento e avaliação de incêndios
Notícias ao Minuto

16:16 - 18/11/17 por Lusa

País Ministro

A monitorização, efetuada através da aeronave EADS C-295M, permite localizar novas ocorrências de incêndios e identificar locais de possíveis reacendimentos e reativações.

Em comunicado enviado à Lusa, o Ministério refere que "sempre que for detetado um foco de incêndio ou pontos quentes numa área ardida, com elevado potencial de reacendimento, é efetuado o registo de imagem, com georreferenciação local, garantindo-se imediata análise da situação, através do elemento da estrutura operacional da ANPC [Autoridade Nacional de Proteção Civil], a bordo do avião".

A ANPC já tinha alertado para o perigo de incêndios, a partir do dia 16 de novembro, face às previsões de subida de temperatura e à seca que o continente atravessa.

"Estão reunidas condições favoráveis à propagação de incêndios rurais na eventualidade de se verificarem ignições do material lenhoso, uma vez que o país atravessa um já longo período de seca e, além disso, existe ainda grande quantidade de material combustível acumulado e suscetível de arder rápida e violentamente nos espaços florestais", alertou a Proteção Civil em comunicado.

No documento a entidade recorda que em locais em que haja um elevado risco de incêndio não é permitida a realização de queimadas, e se o risco for muito elevado não são permitidas fogueiras para recreio, lazer ou cozinhar, nem utilizar equipamentos de queima e de combustão destinados à iluminação ou à confeção de alimentos, nem queimar matos ou lançar balões (de mecha acesa) ou foguetes, entre outras medidas.

No dia 17 de novembro, o Governo optou por prolongar até ao dia 23 de novembro o período crítico de incêndios, que prevê a proibição de lançar foguetes e fazer queimadas e fogueiras nos espaços florestais.

"Após nova avaliação das condições meteorológicas, o Governo voltou a prorrogar o período crítico de incêndio, tendo em conta a provável ausência de precipitação significativa", refere uma nota publicada no portal do Governo, que cita um despacho do secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel João de Freitas.

Já ente os dias 28 e 29 de outubro a aeronave EADS C-295M realizou missões de reconhecimento e avaliação, em território nacional, tendo em vista detetar incêndios e atividades de risco.

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