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“Portugal é um dos países com maior ambição climática" mas é preciso mais

A Zero e a Oikos sublinham as ambições portuguesas relitavamente ao clima, no entanto, realçam que o nosso país, devido aos incêndios e à seca, por exemplo, é um dos mais afetados pelo impacto das alterações climáticas. Nesse sentido, é preciso fazer ainda mais.

“Portugal é um dos países com maior ambição climática" mas é preciso mais
Notícias ao Minuto

07:47 - 18/11/17 por Pedro Bastos Reis

País Clima

Chegou ao fim a 23.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP 23,), que se realizou em Bona, na Alemanha. As conclusões da cimeira chegaram a estar suspensas e os trabalhos prolongaram-se durante a madrugada deste sábado.

Após várias horas de discussão, os países acordaram em lançar um processo de diálogo de um ano para avaliar o caminho que é necessário percorrer. Em 2018, em Katovice, na Polónia, será feito um novo balanço.

A associação ambientalista Zero e a Oikos estiveram presentes na COP 23 e em comunicado enviado às redações salientam “os progressos limitados nas questões concretas relacionadas com o financiamento climático e como lidar com os impactos catastróficos das alterações climáticas”. Nesse sentido, “as decisões apenas aprovaram o processo para discutir estas questões, não definindo ainda as ações concretas, que voltaram a ser adiadas para 2018”.

Relativamente ao caso português, as duas associações sublinham que “Portugal é felizmente um dos países do mundo com maior ambição climática ao assumir a vontade de ser neutro em carbono em 2050”, bem como por pretender encerrar as centrais térmicas a carvão de Sines e Pego até 2030.

No entanto, alertam para o facto de Portugal ser “um exemplo onde os impactes das alterações climáticas foram e estão a ser claramente visíveis”, nomeadamente devido aos incêndios florestais e à seca severa que está a afetar o país. Por isso, o país deve reforçar “ainda mais o seu papel na cooperação no combate às alterações climáticas”, inclusive “junto dos países em desenvolvimento”.

No que diz respeito à União Europeia, a Zero e a Oikos consideram que “é necessário fazer mais e muito mais rápido, na medida em que o ritmo atual das negociações não coincide com a urgência da ação climática, nem com a velocidade de transição energética para as energias renováveis e acessíveis a todos”.

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