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Pedida "intervenção urgente" para Ribeira dos Milagres

A Comissão de Ambiente e Defesa da Ribeira dos Milagres enviou uma carta aberta ao ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, na qual pede a sua intervenção urgente para solucionar as descargas de efluentes em Leiria.

Pedida "intervenção urgente" para Ribeira dos Milagres
Notícias ao Minuto

10:31 - 14/11/17 por Lusa

País Ministro Ambiente

No documento enviado à agência Lusa, os cidadãos daquela comissão lembram a conversa que tiveram com o ministro do Ambiente, no dia 23 de maio de 2017, em Porto de Mós, na qual João Pedro Matos Fernandes informou que "os suinicultores que fazem descargas ilegais sobre o Rio Lis e seus efluentes tinham 120 dias para encontrarem solução para o tratamento dos seus resíduos".

"Se dentro de 120 dias não houver condições para começar a construção [da Estação de Tratamentos Suinícolas - ETES], posso garantir que o Ministério do Ambiente será o mais duro possível com aqueles que não cumprem com o que são obrigados a cumprir", recordam os defensores da ribeira.

Segundo a Comissão, já passaram 55 dias do prazo estipulado e "não se verifica qualquer trabalho de construção da devida ETES, nem qualquer mudança de comportamento por parte dos suinicultores".

"Ainda na passada sexta-feira, dia 10, reportámos ao Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) mais uma descarga sobre a Ribeira dos Milagres e nada foi feito. As autoridades e o seu ministério continuam ineficientes e sem qualquer intervenção de controlo ou penalização sobre os infratores. Por isso, vimos por este meio solicitar que faça cumprir o prometido", salientam.

A comissão pretende que a tutela aja "com mão pesada sobre os criminosos ambientais" e garanta "a construção de estações de tratamento com dimensão adequada às necessidades da região".

De acordo com a carta aberta, diariamente, em Leiria, "são produzidos aproximadamente 2.500 metros cúbicos (m3) de efluentes suinícolas que acabam maioritariamente despejados diretamente nas linhas de água", o que corresponde "a cerca de 150 camiões diários".

Neste momento, "existe apenas uma estação de tratamento de efluentes a funcionar, a ETAR Norte, tratando uma média de 84m3/dia, menos do que a sua capacidade efetiva de trabalho. No passado, previa-se que esta estação trataria cerca de 700m3 diários, mas veio a revelar-se capaz de tratar apenas 270m3".

Os ativistas salientam ainda que existiu "um projeto de construção de uma ETES que chegou a receber alguns milhões de euros para a sua construção, mas nunca chegou a ser construída", desconhecendo-se "para onde foi o dinheiro".

"Apelamos à sua intervenção urgente, de forma a solucionar este problema e a garantir que os 2.500 m3 diários de efluentes passem a ser tratados em vez de despejados aleatoriamente nas linhas de águas e nos campos do Lis", reforçam.

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