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País exige resultados em "contrarrelógio", mas "não receamos o desafio"

O primeiro-ministro afirmou hoje saber que o país exige resultados em "contrarrelógio", prometendo que, depois deste ano, "nada ficará como antes" com reformas no modelo da Proteção Civil, abrangendo prevenção, combate, gestão de meios aéreos e comunicações.

País exige resultados em "contrarrelógio", mas "não receamos o desafio"
Notícias ao Minuto

22:12 - 16/10/17 por Lusa

País António Costa

"Temos consciência que o país nos exige resultados em contrarrelógio após décadas de desordenamento florestal. Não podemos iludir os portugueses sobre a imediata produção de resultados, mas não receamos o desafio. Pelo contrário, encontramos nesta exigência nacional a motivação para vencer coletivamente a batalha", disse, em resposta aos jornalistas, no final de uma declaração ao país, na sequência dos incêndios que deflagraram este domingo.

Já esta madrugada, em declarações prestadas aos jornalistas no Comando Operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil, em Carnaxide, Oeiras, António Costa tinha advertido que novos incêndios graves podem repetir-se e que o Governo não tem uma "varinha mágica" para resolver problemas de décadas na estrutura da floresta portuguesa.

Tal como também tinha dito na madrugada de hoje, o primeiro-ministro estendeu o âmbito da reforma que deverá ser desencadeada pelo Governo, não só ao nível da estrutura da floresta, mas, também, abrangendo todo o modelo da Proteção Civil, a gestão de meios aéreos e as comunicações.

"Juntando à reforma da floresta, iremos fazer a reforma do sistema de prevenção e combate aos incêndios. Vamos reformar o modelo de gestão dos meios aéreos, dos meios de comunicação e dar as respostas de que o país necessita para que nada fique como antes", declarou, numa alusão às áreas que poderão ser alvo de medidas por parte do seu executivo no Conselho de Ministros extraordinário que se irá realizar no sábado.

Já no período de perguntas por parte dos jornalistas, o líder do executivo sublinhou que o Governo "não quer manter o atual modelo de Proteção Civil".

"Está na altura de reformular o nosso modelo. Digo isto com particular à vontade, porque há cerca de dez anos conduzi uma reforma da Proteção Civil que permitiu ao país, durante dez anos, diminuir significativamente a área ardida", disse, referindo-se ao período em que desempenhou as funções de ministro da Administração Interna (2005/2007).

"Por isso, precisamos de um sistema de prevenção melhor e de um melhor sistema de combate aos incêndios. Isso é o que está identificado no relatório da Comissão Técnica Independente [aos incêndios de junho na região centro]. E a responsabilidade que agora todos temos é de concretizar esse modelo que agora nos é proposto", acrescentou.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 36 mortos, sete desaparecidos, 62 feridos, dos quais 15 graves, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.

Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.

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