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PCP diz que "é tempo de inverter" política da monocultura de eucalipto

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu hoje que "é tempo de inverter" a política centrada na monocultura do eucalipto, criticando que se olhe para as florestas apenas quando esta é fustigada pelos fogos.

PCP diz que "é tempo de inverter" política da monocultura de eucalipto
Notícias ao Minuto

18:51 - 16/07/17 por Lusa

País Reforma Florestal

"Aqui, neste concelho [de Gondomar, distrito do Porto], com pompa e circunstância, de anúncio em anúncio, com o alto patrocínio do Estado português, tem sido publicamente anunciado o Parque das Serras do Porto. Mas como se pode pensar num Parque das Serras, quando a monocultura do eucalipto prolifera, duplica, triplica, após os incêndios florestais" e "quando se abandona o interior? É tempo de inverter esta política", afirmou.

Para Jerónimo de Sousa, o PCP conseguiu, através de propostas suas que foram acolhidas pelo Governo, melhorar a situação do país, mas "mantêm-se muitas vulnerabilidades", que "se expressam no plano alimentar, demográfico, energético e de ordenamento do território".

"As vulnerabilidades são resultado de décadas de políticas de direita, conduzidas pelos sucessivos governos do PS, PSD e CDS, e vulnerabilidades que ficaram evidentes nos trágicos incêndios que assolaram o país ou na situação que conduziu ao roubo em Tancos, que não podem ser desligados das políticas dos últimos anos", frisou Jerónimo de Sousa, que falava na festa/comício de apresentação do candidato da CDU à Câmara de Gondomar, Daniel Vieira, atual presidente da Junta de Freguesia de Fânzeres e São Pedro da Cova.

O secretário-geral do PCP recordou as propostas que apresentou para uma outra política florestal, bem como a luta que o PCP travou no parlamento pela remoção dos resíduos perigosos depositados na freguesia local de São Pedro da Cova.

"Apelidaram-nos muitas vezes de alarmistas, mas, na verdade, já em 2001 e 2002, aquando da deposição destes resíduos, tínhamos razão. A recente resolução do Conselho de Ministros e a aprovação de uma verba de 12 milhões de euros para a retirada total são a prova de que valeu a pena lutar, mas nada está garantido", alertou.

O comunista sublinhou ser necessário "assegurar que mais nenhum erro seja cometido, que os resíduos sejam completamente removidos, que toda a área afetada seja requalificada e que a população seja compensada por este grave crime ambiental".

Enaltecendo, "a tradição e a experiência autárquica" dos eleitos locais da coligação com 'Os Verdes', Jerónimo de Sousa afirmou que o caminho que há ainda a seguir "precisa de uma CDU reforçada".

Para o comunista, a CDU é uma "força que não se resigna face às injustiças e às desigualdades, que afirma com confiança que é possível uma política diferente", designadamente na defesa do interesse público e das populações.

"Não estou a dizer que os melhores candidatos estão todos na CDU, admito que outras listas possam ter pessoas sérias. Mas qual é a marca distintiva? Estes candidatos têm um projeto assente nesse lema do trabalho, da honestidade, da competência, que estão aqui para procurar resolver os problemas da sua terra, da sua freguesia e do seu concelho", sublinhou.

O candidato à presidência da Câmara de Gondomar da CDU, Daniel Oliveira, criticou o atual executivo liderado pelo socialista Marco Martins, que se recandidata ao cargo, afirmando que "apresentou um conjunto de promessas que não foram concretizadas", como o programa Polis, na frente ribeirinha, e a extensão do Metro do Porto até ao centro do município.

Sobre o Parque das Serras do Porto, Daniel Oliveira considerou ser um espaço verde "que, no ano passado, foi devastado pelas chamas e assiste a um crescimento da monocultura do eucalipto", considerando que "não significa mais do que sinalética".

Nesta festa/comício, que decorreu em frente ao edifício dos Paços do Concelho, foram também apresentados os candidatos às juntas de freguesia de Gondomar, bem como Joaquim Barbosa, cabeça-de-lista à Assembleia Municipal local.

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