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Lisboa debate empreitada de 106,3 milhões para túneis contra cheias

A Câmara de Lisboa vai discutir a contratação de uma empreitada para execução de dois túneis e outras intervenções no âmbito do Plano de Drenagem, que visa evitar cheias na cidade, num investimento de 106.302.000 euros.

Lisboa debate empreitada de 106,3 milhões para túneis contra cheias
Notícias ao Minuto

19:06 - 19/06/17 por Lusa

País Câmara

Na proposta, que estará em análise na reunião privada de quinta-feira, os vereadores Manuel Salgado (Obras Municipais) e José Sá Fernandes (Estrutura Verde) assinalam que, "nos últimos tempos, tem-se vindo a sentir, especialmente em momentos de chuvas intensas, e com particular incidência, os efeitos da desadequação da rede de saneamento municipal às necessidades e exigências da população".

"A antiguidade da rede de saneamento da cidade de Lisboa leva a que, em alturas de precipitação com intensidade mais elevada, se faça sentir a sua desadequação e inoperacionalidade, em certas zonas da cidade, originando inundações com prejuízos materiais elevados", admitem.

Além da antiguidade da rede de saneamento, os autarcas apontam o "relativo desconhecimento, quer no que respeita ao cadastro da rede de coletores, quer no que à sua conservação diz respeito, associada à precária reabilitação e manutenção necessárias para o seu bom funcionamento".

A proposta visa, assim, dar seguimento ao Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL), criado em 2008, e que previa intervenções que nunca avançaram por falta de financiamento.

Em 2015, o plano começou a ser revisto, e passou a prever a construção de dois túneis entre Santa Apolónia e Monsanto (com cinco quilómetros de extensão e 5,5 quilómetros de diâmetro) e entre Chelas e o Beato (com um quilómetro de extensão e um quilómetro de diâmetro), bem como um coletor entre as avenidas de Berlim e Infante D. Henrique, isto para reduzir as inundações.

Em causa está um investimento de quase 180 milhões de euros, que contempla outras obras como a criação de bacias de retenção e de absorção e de coletores de maiores dimensões (com uma extensão de 170 quilómetros), e o reforço da rede existente.

Os túneis entre Santa Apolónia e Monsanto e entre Chelas e o Beato são as intervenções mais dispendiosas, de perto de 70 milhões de euros.

São também as obras com mais impacto, pois permitirão resolver entre 70% a 80% dos problemas, de acordo com a Câmara.

Para avançar com a construção dos túneis e com outras intervenções, a autarquia quer lançar um concurso público na modalidade de conceção-construção com um preço base de 106.302.000 euros, excluindo o imposto sobre o valor acrescentado (IVA).

O prazo para a execução da obra é de 1.200 dias (cerca de três anos), aos quais acrescem 365 dias para a manutenção de espaços verdes.

Por ser um "concurso com elevada complexidade", a Câmara de Lisboa pretende que as propostas recebidas sejam avaliadas pelos especialistas em drenagem José Saldanha de Matos e António Jorge Monteiro e ainda por técnicos a designar pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

AYMN // MCL

Noticias Ao Minuto/Lusa

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