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Governo quer continuidade de apoios na luta às alterações climáticas

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, disse hoje, na Cimeira do Clima (COP21), em Paris, que espera que a cooperação entre Portugal e os países doadores do programa português de adaptação às alterações climáticas possa continuar no futuro.

Governo quer continuidade de apoios na luta às alterações climáticas
Notícias ao Minuto

15:37 - 11/12/15 por Lusa

País Clima

As declarações foram feitas durante a conferência de apresentação na COP21 do programa AdaPT, criado pela Agência Portuguesa do Ambiente para apoiar projetos de adaptação às alterações climáticas em Portugal.

O AdaPT é financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (MFEEE/EEA-Grants) - através da Noruega, Islândia e Liechtenstein - e pelo Fundo Português de Carbono, gerido pela Agência Portuguesa do Ambiente, tendo um orçamento total de 3,5 milhões de euros - três milhões atribuídos pelas EEA Grants e o restante pelo fundo português.

"Esta interação tem sido muito frutífera e contamos com esta experiência e este capital de conhecimento dos parceiros deste programa no sentido de que no futuro muitos outros projetos possam ser apoiados", declarou Carlos Martins, salientando esperar que "o caminho da cooperação entre Portugal e a Noruega possa continuar no futuro e que o programa Adapt represente não o fim mas o início de uma cooperação muito forte".

Durante a apresentação, Filipe Duarte Santos, coordenador do projeto ClimAdaPT.Local - Estratégias Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas, disse que um dos receios é que se trate de "uma única iniciativa sem continuidade no futuro".

"Este projeto seria muito difícil de ser realizado se não houvesse estes fundos que são disponibilizados pela Noruega. Embora nós tenhamos uma estratégia de adaptação às alterações climáticas, a questão do financiamento depende muito de qual a prioridade que o país dê a uma adaptação aos impactos das alterações climáticas que já se estão a fazer sentir", explicou à Lusa o professor na Faculdade de Ciências de Lisboa.

O especialista em alterações climáticas lembrou que 26 municípios estão envolvidos no programa ClimAdaPT.Local, sublinhando que "os impactos das alterações climáticas já se estão a fazer sentir [em Portugal] sobretudo na maior frequência de secas, ondas de calor e uma tendência da redução da precipitação média anual".

Daí a importância "que haja fundos para uma adaptação que é uma resposta às alterações climáticas a médio e a longo prazo", concluiu Filipe Duarte Santos que, durante a conferência enumerou, ainda, em Portugal, o aumento dos fogos florestais nas últimas quatro décadas e a "aceleração recente" da subida do nível das águas do mar, sublinhando que "67% da costa corre o risco de inundação" e alertando para o fenómeno da erosão que já está a acontecer em alguns locais.

Madalena Callé Lucas, coordenadora em Portugal da EEA-Grants, falou do programa como "um instrumento adicional para financiar as áreas" da adaptação às alterações climáticas, dizendo esperar que o que já foi alcançado possa ser replicado".

Nuno Lacasta, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, salientou que se aprendeu muito com a cooperação norueguesa, sublinhando que "o programa AdaPT veio para ficar".

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