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Insolvências judiciais em Portugal caem 5,9%

Portugal registou mais de 4.757 novos processos de insolvência no segundo trimestre deste ano, o que correspondeu a uma diminuição de 5,9% face ao mesmo período do ano anterior, indicou hoje a seguradora Crédito y Caución.

Insolvências judiciais em Portugal caem 5,9%
Notícias ao Minuto

13:15 - 12/08/14 por Lusa

País Crédito

Durante a crise, os níveis de insolvência judicial em Portugal mais do que quintuplicaram, passaram de 3.113 processos em 2008 para 18.809 em 2013, "ano em que se assinalou um máximo histórico", refere o Departamento do Gestão de Risco da Crédito y Caución, adiantando que, pela primeira vez, poder-se-á estar em 2014 perante "a possibilidade de uma mudança de tendência na evolução dos níveis de insolvência portugueses".

Quanto à distribuição sectorial dos processos de falência, a Crédito y Caución destaca que esta "é muito semelhante" à registada em 2013, com o sector serviços a representar 48% dos processos de falência.

As insolvências judiciais empresariais estão longe dos 500 processos trimestrais, o nível médio registado a longo prazo.

O aumento significativo iniciou-se no primeiro trimestre de 2009, ao superar os 1.000 processos e, após sete períodos de crescimento progressivo, o primeiro trimestre de 2011 ultrapassou os 2.000 processos trimestrais.

Os 4.000 processos foram superados no quarto trimestre de 2012 e o máximo histórico, com 5.045 processos, foi atingido no segundo trimestre de 2013.

De acordo com a Crédito y Caución, "a evolução nos próximos meses será a chave para confirmar o impacto dos indícios de melhoria macroeconómica em Portugal, na contenção das insolvências judiciais".

Paulo Morais, diretor da Crédito y Caución em Portugal e Brasil, considera que "desde há muito tempo que se vislumbram sinais de melhoria económica no país e se assiste a um aumento da confiança das empresas na recuperação da atividade económica".

"Pela primeira vez, contudo, os dados do segundo trimestre permitem antever o impacto dessas mudanças, no segmento económico, acerca dos níveis de insolvência do tecido empresarial português", disse.

Para Paulo Morais, as insolvências continuarão por "um longo período de tempo muito longe dos seus níveis anteriores à crise", mas considera que é possível "falar de contenção das insolvências e de uma mudança de tendência em expansão".

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