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Vila do Conde vai pagar até 50% da renda de famílias vulneráveis

A Câmara de Vila do Conde, do distrito do Porto, lançou hoje um programa de apoio ao arrendamento habitacional, destinados aos residentes do concelho, com uma dotação global de 150 mil euros.

Vila do Conde vai pagar até 50% da renda de famílias vulneráveis
Notícias ao Minuto

19:00 - 15/05/24 por Lusa

País Habitação

A iniciativa destina-se apoiar as famílias vila-condenses, que têm um contrato de arrendamento no mercado privado, mediante a atribuição de uma comparticipação financeira temporária que pode cobrir até 50% da renda efetivamente paga.

O apoio destina-se a residente no concelho há pelo menos dois anos, sem habituação própria, e em situação de vulnerabilidade económica, e que não estejam já a ser beneficiários de outros programas de apoio ao arrendamento, nomeadamente estatais.

A comparticipação dada pela autarquia será atribuída, a cada agregado familiar, por um período de 12 meses, que pode ser renovado até ao máximo de 36 meses consecutivos ou intercalados.

Os interessados, que têm de possuir um contrato de arrendamento legal registado nas finanças, terão de submeter a candidatura ao apoio no site do município, entre 27 de maio e 14 de junho, sujeitando-se às premissas do regulamento do programa.

"É uma medida que complementa a nossa Estratégia Local de Habitação, e que mostra a atenção às dificuldades de famílias, mais vulneráveis, que não conseguem pagar as rendas. O nosso compromisso é que em Vila do Conde todos tenham o direito ao primeiro direito da habitação", afirmou o presidente da autarquia Vítor Costa.

Ainda no âmbito social, o município também apresentou hoje um outro programa, denominado 'Entre Mãos', que se destina a promover o bem-estar da comunidade sénior do concelho.

Esta iniciativa, inserida no plano de ação das comunidades desfavorecidas de Vila do Conde, pretende fomentar junto dos mais idosos que vivem em situação de isolamento social, novos estilos de vida e comportamento saudáveis, promovendo a autoestima e autonomia através de atividades pedagógicas, físicas e de lazer.

O programa, que numa fase inicial pretende acolher mais 150 idosos, de todo o concelho, que vivam sós ou não tenham uma rede de apoio familiar ou institucional, começa já em setembro deste ano, com um grupo piloto já sinalizado.

Entre as atividades previstas, todas elas gratuitas para os beneficiários, estão ensinamentos nas áreas da literacia, ações de capacitação digital, sessões de saúde e terapia ocupacional ou atividades lúdicas e de desporto.

O programa, que tem uma equipa da autarquia dedicada em permanência, conta também com o apoio das Juntas de Freguesia, das forças de segurança, e das instituições de apoio social, que vão também ajudar a sinalizar os casos de idosos em situação de isolamento social.

A iniciativa, que é financiada em parte por fundos da comunidade europeia, e tem um orçamento global de 383 mil euros, irá prolongar-se até dezembro de 2025, podendo posteriormente ser renovada.

"Reconhecemos que há parte da nossa população sénior que vive de forma mais isolada e precisa um programa que vá até eles para que tenham um envelhecimento saudável. É muito importante para nossa coesão social e inclusão de todos na nossa comunidade", concluiu o Vítor Costa, presidente da Câmara de Vila do Conde.

Leia Também: Apoio à renda chega a 223 mil em abril, menos 10 mil face a janeiro

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