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Incêndio deflagra em armazém do Parque D. Carlos I nas Caldas da Rainha

Os danos foram circunscritos ao sótão e telhado de um pavilhão.

Incêndio deflagra em armazém do Parque D. Carlos I nas Caldas da Rainha
Notícias ao Minuto

17:37 - 25/09/23 por Notícias ao Minuto com Lusa

País Caldas da Rainha

Um incêndio deflagrou, durante a tarde desta segunda-feira, num armazém dos pavilhões do Parque D. Carlos I, no centro das Caldas da Rainha, confirmou o Notícias ao Minuto junto do Comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Oeste.

Segundo a mesma fonte, não há registo de feridos.

O alerta foi dado pelas 16h41, na freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório.

À Lusa, o comandante operacional Micael Pereira adiantou que o fogo  afetou "apenas um dos conjuntos dos Pavilhões do Parque".

De acordo com o mesmo responsável, apesar de os pavilhões se localizarem na zona histórica das Caldas da Rainha, distrito de Leiria, não houve "casas em risco" e, às 17h40, "as chamas estavam a começar a ceder aos meios" de combate.

Posteriormente, a Câmara Municipal das Caldas da Rainha informou que o incêndio já está em fase de resolução e os danos foram circunscritos ao sótão e telhado.

"Neste momento já não há chamas e o que ardeu foi mesmo o sótão que tinha um emadeiramento com mais de 100 anos e o edifício ficou sem telhado", disse à agência Lusa o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vítor Marques (independente).

"O chão também era todo em madeira, não se sabe ainda se ardeu, mas já se sabe que o fogo não passou para os pisos de baixo, nem em que condições é que estes possam estar", acrescentou o presidente, vincado que "o fogo foi circunscrito a esta ala" não se tendo propagado para as outras e restantes pavilhões do conjunto centenário.

As chamas chegaram a ser combatidas por 43 operacionais, apoiados por 14 veículos.

Os pavilhões do parque foram projetados nos finais do século XIX por Rodrigo Berquó para serem o novo Hospital D. Carlos I. O projeto previa a construção de sete pavilhões, destinados a enfermarias, uma galeria com 55 metros de comprimento e instalações sanitárias.

Berquó morreu antes da conclusão do projeto e os pavilhões nunca chegaram a cumprir essa função, tendo servido, durante mais de 100 anos, para albergar um quartel militar, uma esquadra da polícia e uma escola secundária.

Atualmente estão desativados e parte deles foram concessionados à Visabeira, para a construção de um hotel de cinco estrelas.

[Notícia atualizada às 19h17]

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