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Sá Fernandes avança que Governo gastou 17 milhões com a JMJ

O coordenador do grupo de projeto para a Jornada Mundial da Juventude frisou que "os ajustes diretos não chegam a um décimo do dinheiro que o Governo gastou".

Sá Fernandes avança que Governo gastou 17 milhões com a JMJ

José Sá Fernandes, o coordenador do grupo de projeto para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), revelou, esta segunda-feira, que o Governo gastou 17 milhões de euros no evento, que decorreu entre 1 e 6 de agosto, em Lisboa.

"Gastámos até ao momento 17 milhões de euros. O meu orçamento é de 20 milhões de euros", afirmou, em entrevista à SIC Notícias, acrescentando que nesse valor estão ainda contabilizados "3,5 milhões que ainda não foram gastos, que serão para o futuro Parque Verde, em Loures".

De acordo com Sá Fernandes, nos 17 milhões de euros estão incluídos 6,5 milhões que foram gastos em ecrãs, som e luz, que "foram absolutamente fundamentais para ouvirmos o que o Papa disse e para as pessoas verem a alegria que estava na cidade".

Contabilizam-se ainda três milhões que foram gastos no plano de mobilidade, "para que todos pudessem ver o Papa e ir aos vários eventos" e ainda 3,5 milhões de euros no centro de imprensa "para que os jornalistas pudessem lançar a voz do Papa e mostrar a alegria da cidade".

O responsável frisou que "os ajustes diretos não chegam a um décimo do dinheiro que o Governo gastou" e garantiu que as contas serão apresentadas no tempo certo, tal como as da Igreja".

"Em termos de dinheiro, a grande quantia foi gasta com concursos públicos internacionais ou com contratos visados pelo Tribunal de Contas", afirmou, defendendo que os "ajustes diretos foram necessários".

Sobre a organização com a Câmara Municipal de Lisboa, o coordenador admitiu que "houve crises", mas citando o Papa Francisco, "a vida sem crises sabe a água destilada".

Sá Fernandes fez questão de "agradecer a todos", desde os trabalhadores da câmara ao presidente lisboeta, Carlos Moedas, mas "cada um tem de se pôr no seu lugar".

"O protagonista desta Jornada não foi nenhuma destas pessoas. O protagonista foi aquele que devia ser a Jornada, foi mesmo a juventude", frisou.

Sublinhe-se que Sá Fernandes e Carlos Moedas entraram em discórdia após ter sido avançado, em janeiro, o valor inicial do altar-palco construído no Parque Tejo.

"Fiquei surpreendido pelo valor que foi agora apresentado", disse, na altura, o responsável, referindo-se ao custo de 4,24 milhões de euros (mais IVA) da obra, à CNN Portugal.

Segundo Sá Fernandes, foram apresentadas duas propostas de altar-palco ao executivo da Câmara Municipal de Lisboa, liderado por Carlos Moedas. "Este executivo não gostou do primeiro desenho. Foi apresentada uma segunda proposta. Tanto a primeira como a segunda não tinham este valor", defendeu, acrescentando que os valores iniciais não ultrapassavam os três milhões de euros.

Após a polémica, Carlos Moedas confirmou, em fevereiro, uma redução de custos na infraestrutura para 2,9 milhões de euros.

A JMJ contou com a participação de cerca de 1,5 milhões de pessoas nos vários eventos que decorreram no Parque Eduardo VII, na zona de Belém e no Parque Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

Leia Também: Após semana histórica, Lisboa começa a 'desfazer-se' da JMJ. As imagens

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