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Abusos. Diocese de Setúbal não se revê em expressões de "encobrimento"

O episcopado confirma a denúncia e diz que houve uma investigação - e, por isso mesmo, não se revê em expressões de "encobrimento" relacionados com alegados abusos a menores na Igreja Católica.

Abusos. Diocese de Setúbal não se revê em expressões de "encobrimento"

A Diocese de Setúbal reagiu, esta sexta-feira, à investigação do Expresso, que dá conta de que, à semelhança do que aconteceu com o Patriarcado de Lisboa, também bispos de Setúbal e da Guarda não deram seguimento a denúncias de abuso sexual na Igreja Católica. Em comunicado, o episcopado confirma que houve denúncias e sublinhou que não se revê na forma como o caso está a ser falado.

"A Diocese de Setúbal não se revê nas expressões 'ocultação' ou 'encobrimento', dado que o processo de averiguação decorreu no cumprimento das orientações canónicas e civis em vigor à data", lê-se na nota.

De acordo com o mesmo comunicado, a diocese confirma "que existiu, entre 2008 e 2015, uma investigação canónica a um padre diocesano, motivada por queixas de abuso sexual de menores. O processo canónico foi organizado pelo Bispo diocesano à data dos acontecimentos", referindo-se a D. Gilberto Canavarro dos Reis. Os responsáveis garantem que foram ouvidas "todas as partes envolvidas, ou seja, o alegado perpetrador e as alegadas vítima".

"Durante o tempo em que decorreu a investigação, o sacerdote em causa foi suspenso das suas funções, mas após a conclusão do processo, o decreto emanado pela Santa Sé ilibou o padre e permitiu que voltasse a exercer o seu ministério, com o ofício de pároco", explica a diocese.

Na nota, os responsáveis da diocese, que se encontra sem bispo depois da saída de D. José Ornelas Carvalho - que agora é Bispo de Leiria-Fátima -, sublinham ainda a "importância do caminho que a Igreja portuguesa está a percorrer".

"A Diocese de Setúbal está empenhada em, através da sua Comissão de Proteção de Menores e Pessoas Vulneráveis, promover um ambiente de segurança, são relacionamento e cuidado dos mais novos e mais frágeis; em prevenir comportamentos atentatórios da dignidade destas pessoas; e em acolher e cuidar daqueles que possam ser vítimas de abuso e comportamentos desviantes", rematam.

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