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  • 07 DEZEMBRO 2022
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Portugal cria equipa com Stanford para explorar inovações contra fogos

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, termina hoje uma visita à Califórnia durante a qual foi criada uma equipa entre Portugal e a Universidade de Stanford para explorar inovações na prevenção de fogos e neutralidade carbónica. 

Portugal cria equipa com Stanford para explorar inovações contra fogos

Este foi um dos resultados do "Science Policy Workshop", que reuniu peritos portugueses e norte-americanos na instituição académica situada em Palo Alto, no âmbito da criação da nova Escola em Ciências Ambientais da universidade e da iniciativa "GoPORTUGAL -- Parcerias Globais de Ciência e Tecnologia para Portugal".

"Foi uma discussão para lançarmos vários dados", disse à Lusa o ministro Manuel Heitor. "Fiquei particularmente surpreendido pelo entusiasmo de muitos académicos de topo em Stanford de quererem trabalhar com Portugal e com a comunidade científica e empresarial portuguesa". 

O governante explicou que há interesse no estabelecimento de um programa com Stanford na linha do que existe entre Portugal e o MIT, Carnegie Mellon e a Universidade do Texas em Austin. Um dos focos é a colaboração na prevenção e combate aos fogos, um problema que a Califórnia tem em comum com Portugal.

"Apesar de sabermos que o contexto dos fogos em Portugal é bastante diferente dos fogos na Califórnia, há interesse e eles olham para Portugal como um país moderno, que tem hoje uma comunidade científica moderna", disse o ministro. 

No encontro discutiu-se a formação de um conjunto de dados únicos sobre a Califórnia e Portugal, com a aplicação de inteligência artificial e a colaboração de empresas como a Google e a Planet, que possam ser utilizadas no campo da gestão do território.

A equipa agora criada vai estudar formas de desenvolver esta plataforma para a colaboração entre estudantes, investigadores, agências governamentais e empresas privadas em Portugal, com foco na prevenção de fogos e na gestão das redes de energia orientadas para a descarbonização da economia.

"Falou-se num processo de seis meses para eventualmente começar no próximo ano letivo, sujeito a este trabalho que agora tem de ser feito", salientou o ministro. 

A equipa será composta por dois elementos em Stanford, a professora de engenharia de recursos energéticos Inês Azevedo e a reitora de investigação Kathryn Moler, e dois especialistas em Portugal, o presidente da Agência Espacial Portuguesa, Ricardo Conde, e o Coordenador da Estrutura de Missão para a Expansão do Sistema de Informação Cadastral Simplificado (eBUPI), Pedro Tavares.

"Estamos a tentar também vir a enquadrar esta potencial parceria entre Portugal e Stanford no âmbito de um acordo mais vasto entre Portugal e a Califórnia", referiu o governante, numa altura em que está em curso a negociação de um acordo de colaboração mútua. 

A missão incluiu ainda um encontro com empreendedores e investigadores portugueses residentes em Silicon Valley. Um deles foi o responsável de Global Biologics Development da farmacêutica Bayer, Nuno Fontes, que considerou este tipo de iniciativas "fundamental". 

"Depois da covid-19, em que já não estamos tão habituados a estar com pessoas, esta proximidade tem um efeito muito potenciador", afirmou o responsável, referindo que o encontro promovido pela delegação portuguesa poderá levar a sinergias entre a Bayer e a Inflammatix, cujo diretor de tecnologia é o português João Fonseca. 

Fontes sublinhou que Portugal "está na moda, em São Francisco e na América" e que a visibilidade que começou com o turismo está agora a permear o radar de investidores e capitais de risco, ajudada pelo impacto de empreendedores portugueses na região. 

"Portugal já está no mapa, e com muita credibilidade", afirmou. "Não há muitos portugueses cá, mas os que há sobressaem e geram 'preconceito' positivo em relação a Portugal".

Antes de terminar a viagem, a delegação portuguesa desloca-se ainda hoje à sede da empresa Planet, com quem Portugal está "a negociar uma parceria na área das imagens de satélite, sobretudo para disponibilizar mais imagens a investigadores e empresas portuguesas", disse Manuel Heitor.

A delegação visita ainda o Centro de Estudos Portugueses da Universidade da Califórnia em Berkeley. 

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