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Greve Climática no Porto sexta-feira com luta contra desigualdades

A Greve Climática Estudantil volta às ruas na sexta-feira, com uma marcha marcada para o Porto, entre a Praça da República e a Avenida dos Aliados, sobre o "tema da interseccionalidade e a junção de lutas".

Greve Climática no Porto sexta-feira com luta contra desigualdades
Notícias ao Minuto

18:32 - 23/09/21 por Lusa

País Clima

"Estamos a reivindicar por várias coisas, não só por um futuro para todos nós, mas um futuro justo, em que queremos igualdade em todas as áreas", explicou à Lusa João Silveira, responsável pela iniciativa no Porto.

Para o jovem de 18 anos, "o sistema onde vivemos é o responsável por várias desigualdades e pelas alterações climáticas" e "ambas têm a mesma causa".

O ativista destacou que, "quando falamos da crise climática, não estamos a falar de uma coisa que vai acontecer no futuro, mas de uma coisa que já está a acontecer no presente, em países do Sul global, em África e na América do Sul, em que já há milhares de pessoas a sofrer".

Para além disso, realçou, "no nosso país, e na Europa, mesmo que ainda haja a consciência de que estamos seguros, as pessoas de cor, da comunidade LGBT+, mesmo as mulheres, vão sofrer -- e sofrem já -- muito mais com toda a crise climática, pandémica".

"É por isso, de facto, muito importante que todas as lutas estejam alinhadas e todas as lutas se foquem em mudarmos o sistema para um sistema melhor", atirou.

A causa dessas desigualdades, "é o sistema, que está feito de forma a explorar, quer a natureza, quer as próprias pessoas que nele vivem", apontou, frisando que "o novo sistema de ser construído pelas pessoas e para as pessoas".

Um novo sistema, "tem de ser construído pelas pessoas e para as pessoas" e, para isso, é "fundamental haver uma boa comunicação e estarmos todos juntos nesta luta, para que, quando mudarmos, mudarmos para algo onde todos podemos viver em paz e bem", explicou.

Entre as reivindicações estão a "habitação para todos, sem discriminação" e também "água e comida para todos, educação, transportes, de forma sustentável e ao mesmo tempo igualitária".

Para o Porto, o grupo de jovens ativistas defende "um jardim na Boavista, que é algo muito urgente, e querem lá construir mais um centro comercial, de que definitivamente não precisamos".

João Silveira terminou a conversa apelando à participação de todos num "movimento aberto" que luta para "que haja um futuro inclusivo e justo.

A marcha marcada para sexta-feira arranca às 15:00 da Praça da República, passa pela Rua de Santa Catarina e ruma à Avenida dos Aliados.

Albufeira, Aveiro, Braga, Caldas da Rainha, Coimbra, Faro, Funchal, Guimarães, Lisboa, Mafra, Porto, Santarém, Sines e Viseu são as localidades portuguesas com protestos marcados.

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