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Violência em Reguengos de Monsaraz evidencia falta de efetivos da GNR

A Câmara de Reguengos de Monsaraz afirmou hoje que o caso de violência ocorrido na sexta-feira na cidade evidencia a "falta de efetivos" da GNR e considerou "fundamental" a identificação dos "infratores" e a abertura de "inquéritos".

Violência em Reguengos de Monsaraz evidencia falta de efetivos da GNR

Em comunicado, este município, no distrito de Évora, anunciou que vai solicitar uma audiência, com caráter de urgência, ao ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, com o objetivo de "garantir um reforço de efetivos e de meios" da GNR.

Os desacatos, ocorridos na sexta-feira à noite junto da esplanada de um bar da cidade, provocaram três feridos, que foram atropelados pelo condutor de um automóvel, que, posteriormente, abandonou a viatura, disseram fontes da GNR e dos bombeiros.

A GNR esclareceu, num comunicado divulgado no sábado, que será instaurado um processo de averiguações para apuramento de eventual responsabilidade disciplinar relativamente à atuação dos militares da Guarda.

No comunicado enviado à agência Lusa, a autarquia repudia veementemente os desacatos e a violência" e considerou "fundamental que se identifiquem os infratores e sejam abertos os respetivos inquéritos, para se fazer justiça".

Assinalando que o caso se reveste de "extrema gravidade", a autarquia garantiu que os factos "foram pontuais e fizeram transparecer a falta de efetivos" e "a falta de meios" do Posto Territorial de Reguengos de Monsaraz da GNR.

O município "vem, mais uma vez, reprovar e manifestar-se publicamente contra a diminuição do número de efetivos da GNR nos postos territoriais de Reguengos de Monsaraz e de Telheiro a que se tem vindo a assistir há mais de uma década", escreveu.

No comunicado, foi destacada uma moção, aprovada, em 2019, pela câmara e pela assembleia municipal, através da qual estes órgãos autárquicos "reprovaram a diminuição do número de efetivos da GNR nos Postos Territoriais de Reguengos de Monsaraz e de Telheiro".

A moção, recordou, mostrava que, em 2009, "encontravam-se ao serviço cerca de 40 militares no Posto Territorial de Reguengos de Monsaraz e seis no Posto de Telheiro" e que, em 2019, nos mesmos postos, estavam, respetivamente, 24 e cinco militares.

Os órgãos "consideraram que este número de efetivos não correspondia às expectativas e às necessidades da população e dos visitantes do concelho", podia ler-se na moção, que foi enviada para o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

Segundo o município, "a luta por melhores condições das instalações dos postos da GNR de Reguengos de Monsaraz e de Telheiro e por mais efetivos e pelo não encerramento do Posto de Telheiro, levada a cabo pelos autarcas deste concelho, é pública e notória, desde, pelo menos, o ano de 2007".

Apesar de "ser um território com baixo índice de criminalidade" e este episódio de violência "ter sido pontual", a câmara salientou a necessidade de "garantir a ordem e a tranquilidade públicas e a segurança e a proteção dos munícipes e dos seus bens".

"O desenvolvimento do setor turístico do concelho, visitado anualmente por cerca de uma centena de milhares de turistas, representa, igualmente, uma obrigação de garantir a segurança dessas pessoas e dos respetivos bens", acrescentou.

Leia Também: Militares investigados após desacatos e atropelamento em café de Évora

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