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'Grito de alerta pelos doentes'. Não se "consegue salvar todas as vidas"

Ordem dos Médicos emitiu um comunicado a que chama 'Grito de alerta pelos doentes' renovando um "conjunto de propostas urgentes para combater de forma mais eficaz a pandemia em curso", e deixando críticas à atuação do Governo.

'Grito de alerta pelos doentes'. Não se "consegue salvar todas as vidas"

A Ordem dos Médicos e o gabinete de crise para a Covid-19 pedem que se adote, "sem reservas e com a maior brevidade, um confinamento geral, no mínimo semelhante ao que ocorreu em março/abril de 2020, aquando da primeira onda da pandemia, com uma situação muito menos severa".

Num comunicado divulgado esta segunda-feira, a Ordem dos Médicos diz que "já perdemos demasiado tempo e continuamos a perder", considerando "inaceitável continuar nas meias medidas e meias verdades".

"Dizer que está tudo bem, quando não está. Dizer que estamos a atingir a linha vermelha quando já a ultrapassamos há muito (não será preciso recordar os mais de 25 milhões de consultas presenciais, cirurgias e exames complementares de diagnóstico e terapêutica que ficaram pelo caminho e continuam a ficar)", lê-se no comunicado, que faz um retrato da situação de pressão nos hospitais e das escolhas "complexas e difíceis" que são colocadas aos profissionais nesta fase.

"Os profissionais de saúde neste momento têm de tomar decisões complexas e muito difíceis em contexto de medicina de catástrofe e de estabelecimento de critérios de prioridade e não conseguem salvar todas as vidas", lê-se.

Acrescenta o 'Grito de alerta' que é preciso "com urgência proteger os doentes, os profissionais de saúde, toda a população portuguesa".

No comunicado, a Ordem dos Médicos e o gabinete de crise para a Covid-19 afirmam ainda que a situação emergente que se vive na Saúde em Portugal resulta da "ausência de medidas robustas por parte de quem tem a responsabilidade política de tomar decisões".

Pedem, por isso, ao Governo que comunique aos portugueses de "forma transparente, coerente e objetiva, não omitindo a verdade, não tentando esconder a gravidade da situação, nem tentando encontrar bodes expiatórios para justificar a incapacidade de liderar o combate à pandemia".

Exigem, igualmente, o reforço da capacidade de resposta das equipas de saúde pública, com os meios necessários e profissionais de saúde competentes para desempenhar as tarefas de realizar inquéritos epidemiológicos válidos e em tempo útil, que permitam identificar rapidamente os contactos de alto risco e quebrar cadeias de transmissão da doença Covid-19.

E, entre outros pontos, pedem que se aumente "de forma exponencial" a capacidade de testagem de pessoas infetadas e seus contactos, através da utilização massiva de testes rápidos, "para tentar recuperar o tempo já perdido na quebra de cadeias de transmissão e reforçar a capacidade de resposta da saúde pública".

A Ordem liderada por Miguel Guimarães defende que se deve libertar os médicos de família do Trace-Covid (e contratar médicos para esta tarefa específica), "para que a principal porta de acesso ao SNS possa estar aberta e não parcialmente encerrada".

"Proteger verdadeiramente as pessoas mais frágeis, nomeadamente os nossos idosos que estão nos lares, contratando equipas específicas com formação adequada, para que possam ter acesso privilegiado a cuidados de saúde em segurança"; "Rever com urgência os protocolos e funcionamento da linha SNS 24, para garantir informação consistente, adequada e eficaz aos cidadãos"; "Ouvir de forma regular as instituições legalmente competentes, que conhecem o terreno onde o combate à pandemia acontece" e a "revisão imediata do Plano Nacional de Vacinação Covid-19 e pedido de parecer urgente ao Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) sobre critérios de prioridade para vacinação Covid-19" são os restantes pontos defendidos no comunicado.

O Governo está esta segunda-feira reunido em Conselho de Ministros extraordinário para avaliar os primeiros dias do confinamento geral e tomar medidas adicionais.

Leia Também: AO MINUTO: "Grito de alerta pelos doentes"; Governo não previu 3.ª vaga

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