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"Beleza estonteante". NYT dá a conhecer ao mundo região do Barroso

Reportagem publicada no New York Times destaca aquela que é "uma das regiões mais isoladas" de Portugal.

"Beleza estonteante". NYT dá a conhecer ao mundo região do Barroso

'Snapshots of Daily Life in a Remote Region of Portugal' ('Momentos do dia-a-dia numa região remota de Portugal, em português) é o nome da reportagem publicada no jornal norte-americano The New York Times e que dá a conhecer ao mundo a região do Barroso, formada pelos concelhos de Montalegre e Boticas. 

A reportagem, publicada na segunda-feira no jornal, insere-se numa rubrica que teve o seu início com o começo da pandemia - 'O mundo através de uma lente' - em que a missão dos fotojornalistas  é transportar o leitor, virtualmente, para alguns dos lugares mais bonitos e intrigantes do nosso Planeta. É, portanto, neste contexto que surge a fotorreportagem dedicada à região do Barroso, da autoria de André Vieira.

A região é descrita no artigo como uma das áreas mais isoladas do país, que é conhecida pelo seu clima "rigoroso" , "terreno acidentado" e "beleza estonteante". "Os seus residentes são, às vezes, retratados (erradamente) como simples e pouco sofisticados. A verdade é que o seu profundo apego à terra e tradições faz de Trás-os-Montes uma das zonas culturalmente mais únicas do país", pode ler-se. 

O artigo sublinha que o isolamento tornou as tradições "particularmente ricas e diversificadas". "Os antigos ritos católicos combinaram-se com vestígios culturais de muitos outros povos que, ao longo de vários séculos, encontraram o caminho para a região: visigodos, celtas, romanos e soldados do exército de Napoleão". 

Para sobreviver à "implacável geografia", escreve o New York Times, os moradores da região do Barroso desenvolveram, ao longo do tempo, "um complexo sistema de cultivo" que depende da gestão coletiva da água, florestas e pastagens utilizadas pelos animais. Este método, lê-se,  "ajudou a manter o solo fértil, os rios e nascentes limpos e a paisagem sem mácula".

"É um sistema baseado na auto-suficiência, onde os residentes comem o que cultivam, cozem o seu próprio pão (muitas vezes no antigo forno comunitário da aldeia), pisam as uvas das suas vinhas para fazer vinho e matam porcos para fazer salsichas e presunto, fumados em cima da lareira da cozinha". Em 2018, a região foi distinguida com a declaração de património agrícola mundial pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, foi um dos primeiros sítios da Europa a receber tal designação. 

Vilarinho Seco e Covas do Barroso são as duas localidades em destaque no artigo do New York Times. 

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