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Porto quer transformar antigo hospital Joaquim Urbano em campus' social

O presidente da Câmara do Porto revelou hoje ter intenção de transformar o antigo hospital Joaquim Urbano num "'campus' social", com a valência de residência apoiada, insistindo que o Ministério da Saúde se deve abster de vender aquelas instalações.

Porto quer transformar antigo hospital Joaquim Urbano em campus' social
Notícias ao Minuto

14:55 - 26/10/20 por Lusa

País Porto

"Numa reunião com a ministra [da Saúde] em setembro, em que tratámos, entre outros assuntos, das salas de consumo assistido, referenciámos que o município do Porto gostaria de ficar com o Joaquim Urbano, não apenas nas valências que hoje tem [de apoio a pessoas sem-abrigo], e ter lá um 'campus' social", adiantou o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, na reunião do executivo de hoje.

O independente respondia ao vereador socialista Manuel Pizarro que sugeriu, no âmbito da proposta de envio para discussão pública do projeto de loteamento para habitação acessível no Monte da Bela, que fosse ensaiado naquele local, num dos edifícios, uma primeira experiência de residência apoiada para a população idosa.

Reconhecendo que o projeto das residências apoiadas tem de começar em algum lado, Rui Moreira defendeu, contudo, que estas teriam mais a ganhar se instaladas junto de outras valências de apoio, como é o caso do antigo hospital Joaquim Urbano.

"Vamos insistir junto do Ministério da Saúde (...). O Ministério da Saúde devia abster-se de vender o Joaquim urbano", defendeu o autarca.

Em março, o autarca tinha já revelado estar à espera de uma resposta da ministra da Saúde, Marta Temido, sobre a intenção do município adquirir o antigo Hospital Joaquim Urbano.

A Câmara do Porto aprovou hoje, com o voto contra da CDU, o envio para discussão pública, por 15 dias úteis, do projeto de loteamento do Monte da Bela, em Campanhã, constituído por 13 lotes, 12 destinados a habitação acessível, e um a serviços, nomeadamente uma esquadra da PSP.

Manuel Pizarro sugeriu ainda que seja considerada a hipótese de fazer regressar ao Monte da Bela, antigo Bairro de São Vicente de Paulo, os moradores que o desejem, defendendo que ao não oferecer esta possibilidade a autarquia estaria a "expulsá-los" uma segunda vez.

O vereador socialista lembrou que, em 2005, quando o social-democrata Rui Rio liderou a Câmara do Porto, os moradores do Bairro de São Vicente de Paulo foram "expulsos" a pretexto das condições degradantes em que viviam.

"Acho que a Domus Social [empresa municipal da habitação] podia procurar saber quantos moradores do antigo bairro desejariam voltar. O número deve ser residual e fazia todo o sentido. Não interfere nada com o projeto se se reservar uma quota de 5, 6 ou 10% para os moradores que quiserem regressar", defendeu.

Por outro lado, a vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, mostrou o seu desacordo com os considerandos da proposta, defendendo que os 244 fogos previstos deviam ser para renda apoiada e não para habitação a custos acessíveis para a classe média.

"Aqui existiu um bairro que estava em muito más condições e foi por isso que foi promovida a sua desativação. As condições eram muito más, mas sempre na perspetiva que aquela população pudesse voltar para lá, nunca nessa perspetiva de ser para a classe média. Como aquilo vai ficar muito bonito, então já não podem ir para ali as pessoas de fracos rendimentos", assinalou, propondo a revisão do projeto de construção acessível para o Monte da Bela.

Já o vereador do PSD, Álvaro Almeida, disse discordar "completamente da CDU", salientando que a freguesia de Campanhã não pode ter só habitação social.

O social-democrata disse concordar "genericamente com a proposta" da autarquia para aquele local, sem prejuízo de considerar que existem aspetos que merecem reparo, como a área reservada a serviços e equipamento, cuja dimensão ameaça transformar a urbanização num "gueto" habitacional.

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