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Operação 'Konfisco': Quatro detidos por furto, burla e branqueamento

O queixoso, entretanto já falecido, participou que dois dos suspeitos agora detidos, um deles seu irmão, lhe furtaram dinheiro, bens e todo o acervo documental que possuía. Caso remonta a 2017.

Operação 'Konfisco': Quatro detidos por furto, burla e branqueamento

A Polícia Judiciária informa esta quarta-feira que, através da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, identificou e deteve dois homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 37 e os 70 anos, por "fortes indícios da prática de ilícitos de furto qualificado, falsificação e contrafação de documentos, burla qualificada e branqueamento".

De acordo com as autoridades, o processo designado 'Operação Konfisco' iniciou-se em 2017 na sequência de uma queixa apresentada por um empresário "detentor de um vasto património mobiliário e imobiliário". 

Segundo a PJ, o queixoso, que entretanto morreu, participou que dois dos suspeitos agora detidos, um deles seu irmão, lhe furtaram dinheiro, bens e todo o acervo documental que possuía. 

A investigação desenvolvida apurou que, de facto, esses suspeitos "vieram a apropriar-se do património do queixoso, vendendo uma pequena parte dele em benefício próprio, e transferindo o restante, de forma fracionada, através da celebração de contratos que titulavam a transmissão do direito de propriedade, para sociedades controladas por eles". 

Para a concretização da apropriação, descobriu a PJ, os suspeitos recorreram aos serviços de uma advogada, uma das detidas, que "procedia aos registos eletrónicos de autenticação dos atos, com menções especiais de que os representantes das sociedades do queixoso compareciam perante ela, quando não o faziam e nem sequer tinham conhecimento desses atos".

Além da detenção dos quatro envolvidos, a Polícia Judiciária realizou também buscas domiciliárias, tendo apreendido dinheiro, vários imóveis e viaturas de gama alta, entre outros bens e objetos, provenientes da atividade criminosa, tudo avaliado globalmente em mais de quatro milhões e meio de euros.

Os detidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial, na sequência do qual lhes foram aplicadas as medidas de coação de apresentações periódicas às autoridades, proibição de contactos entre si e proibição de ausência para o estrangeiro, faz ainda saber a PJ no comunicado. 

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