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“Somos o país das exceções, a lei não se aplica a todos”

O fundador do Clube dos Pensadores e Matosinhos Independente diz não compreender porque, em Portugal, “há sempre alguém que é exceção”. A exceção é, neste caso, a manifestação que se realizou este sábado em Lisboa e depois de os portugueses terem estado “quase três meses confinados por prevenção, e sem exceção, com multas e controlo nas ruas com polícia”.

“Somos o país das exceções, a lei não se aplica a todos”

"Sinceramente há coisas que não entendo!” É, desta forma, que Joaquim Jorge comenta as imagens a que o país assistiu este sábado numa manifestação em Lisboa que, sustenta, apesar de “organizada por uma causa louvável - os acontecimentos racistas nos EUA-, é inominável, tendo em conta as recomendações pela Covid-19”.

Começando por recordar que “os portugueses aguentaram quase três meses confinados por prevenção, e sem exceção, com multas e controlo nas ruas com polícia”, o “lema #FiqueEmCasa, passou para o lema #SaiDeCasa, mas não desta maneira.”

O fundador do Clube dos Pensadores e do Matosinhos Independente lembra que “é proibido assistência num jogo de futebol, é proibido aglomerações na praia, é proibido peregrinações religiosas em Fátima”. Além disso, “criticou-se a Festa do Avante que foi devidamente organizada” e, “todavia, foi possível ver no Campo Pequeno (...) António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa em eventos diferentes”.

O que, acrescenta, “não é possível entender” é “esta manifestação. Podem dar as explicações que quiserem, mas é um erro e um péssimo exemplo”. Além disso, considera, “dá azo a que cada um faça o que quiser, como quiser e entender citando aquela manifestação. Porque é que os bares não reabrem?”, deixa no ar a questão.

“Somos o país das exceções, a lei não se aplica a todos. Há sempre alguém que é exceção . Esta forma de ser e de estar leva ao escárnio e mal dizer. Há uns e há outros, há os que cumprem e há os que não cumprem. Para uns há justiça para outros não há justiça. Uns pagam impostos outros fogem aos impostos. Para uns são proibidas aglomerações para outros são permitidas”, escreve num artigo enviado ao Notícias ao Minuto.

“Ao fim de tanto tempo, e com esta pandemia, pensei que as coisas iam mudar. Todavia estão na mesma com tendência para piorar”, conclui Joaquim Jorge, alertando que tal exemplo “leva a que os portugueses deixem de cumprir o que se lhes pede no futuro”.

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