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Glitter e confetis, "os piores inimigos do Carnaval". Quercus deixa apelo

Quercus chama a atenção para os materiais não biodegradáveis usados para colorir o Entrudo e que podem vir a poluir rios e mares.

Glitter e confetis, "os piores inimigos do Carnaval". Quercus deixa apelo

No Carnaval, muitas pessoas utilizam decorações em plástico, como glitters e confetis, materiais não biodegradáveis, para colorir as festas da época. Contudo, recorda a Quercus, quando descartados, “estes materiais chegam muitas vezes aos efluentes líquidos dos esgotos, podendo ou não ser filtrados antes de serem descarregados nos rios e nos mares”, transformando-se no “piores inimigos do Carnaval”.

Num comunicado enviado ao Notícias ao Minuto, a Associação Nacional de Conservação da Natureza diz que, chegados aos efluentes, estes pequenos pedaços de plástico vão contribuir para o aumento da poluição marinha existente nos nossos oceanos.

“Tendo em conta que o glitter é um ‘microplástico, como são denominadas as partículas desse material com menos de 5 milímetros, funcionam como esponjas e absorvem químicos, atuando como poluentes da água do mar. Por outro lado, podem servir de alimento para espécies marinhas, dando entrada na cadeia alimentar, pelo que surgem como uma das grandes preocupações neste Carnaval”, explica a Quercus, adiantando que “estas pequenas partículas brilhantes normalmente utilizadas para decorar o corpo dos foliões, são, em regra, pequenos pedaços de plástico PET ou PVC e alumínio altamente poluentes”.

Em alternativa, têm surgido soluções biodegradáveis, mas, ainda segundo esta associação, por serem produtos novos, muitas vezes a degradação destes materiais não acontece facilmente. “A solução será sempre a diminuição da sua utilização ou a garantia de que, após o uso, ficam impregnadas num material absorvente”, lê-se no documento.

Já quanto aos confetis, a Quercus aconselha que se utilizem os feitos de papel ou, em alternativa, fazê-los mesmo em casa. É possível criar confetis com folhas das árvores que se apanham no chão, usando furadores. “Desta forma, não têm um impacto negativo se forem libertados na rua”, esclarece a associação.

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