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Madeira garante que helicóptero de combate a fogos continua na ilha

O presidente do Governo da Madeira afirmou hoje, no parlamento regional, que o meio aéreo de combate a fogos vai continuar a operar na ilha para "grande desgosto" do PS, que insistiu na possibilidade de não haver helicóptero este ano.

Madeira garante que helicóptero de combate a fogos continua na ilha

"Quem trouxe o meio aéreo foi o nosso governo [em 2018] e isso é o problema dos senhores da oposição", declarou Miguel Albuquerque durante o debate mensal com o executivo, hoje subordinado ao tema "Proteção Civil Regional e a Segurança da População".

O governante respondia a questões colocadas pelo líder da bancada parlamentar do PS, Miguel Iglésias, que alertou para a eventualidade de este ano não haver helicóptero nos meses de verão devido a atrasos na abertura do concurso público internacional, lançado pelo executivo esta segunda-feira.

O deputado acusou ainda o Governo da Madeira, de coligação PSD/CDS-PP, de ter recusado integrar o concurso público lançado setembro de 2019 pelo executivo nacional, liderado pelo socialista António Costa, para aquisição de meios aéreos de combate a incêndios para o triénio 2020/2023.

"A verdade é que, este ano, podemos ficar sem o meio aéreo, porque o concurso público foi lançado tão tarde. E quem vai assumir a responsabilidade se não tivermos um helicóptero no verão?", perguntou Miguel Iglésias, insistindo várias vezes na questão ao longo do debate.

O presidente do Governo insistiu também na resposta: "O helicóptero vai vir, para grande desgosto de sua excelência".

Por outro lado, o secretário regional da Saúde e Proteção Civil, Pedro Ramos, explicou que o concurso nacional se destina à aquisição de aviões, um meio que, segundo disse, não é eficaz no combate a fogos na ilha da Madeira.

"Estudem bem os assuntos, antes de vir cá falar", disse o governante, reforçando: "Para sua tristeza, vamos ter o helicóptero este ano na Madeira outra vez".

O debate sobre "Proteção Civil Regional e a Segurança da População" ficou também marcado por questões levantadas pela bancada do PSD sobre a postura do PS, maior partido da oposição, ao chumbar, em sede de Orçamento do Estado para 2020, propostas de alteração dos social-democratas madeirenses sobre o setor.

A deputada Rubina Leal (PSD) criticou, sobretudo, o voto contra a redução do Imposto Sobre o Rendimento Singular (IRS) para os bombeiros voluntários, a isenção do Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA) na aquisição de equipamentos para os serviços de proteção civil e o cofinanciamento do Estado na operação do helicóptero de combate a incêndios.

"O Governo da República está-se nas tintas para a Região Autónoma da Madeira", respondeu o presidente do Governo Regional, reforçando: "Estão-se nas tintas. Não querem saber. Esta é a resposta e mais nada".

O debate ficou também marcado por uma troca de acusações entre o socialista Paulo Cafôfo, candidato a presidente da estrutura regional do partido, e Miguel Albuquerque sobre responsabilidades no setor da saúde, marcado pela polémica nomeação do ex-deputado centrista Mário Pereira para diretor clínico do Serviço de Saúde da Madeira.

Cafôfo realçou que a maioria dos diretores de serviço não concorda com aquela nomeação e pediu a demissão, acusando o chefe do executivo de sobrepor os interesses partidários aos interesses do setor.

"Quando resolve os problemas da saúde?", questionou, ao que Miguel Albuquerque respondeu: "Vou gerir a Saúde e assumir a minha responsabilidade e, neste momento, a postura do governo não se altera".

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