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PGR de Angola: "Dinheiro usado para negócios" terá "proveniência ilícita"

O procurador-geral de Angola, Helder Pitta Grós, falou sobre a investigação Luanda Leaks em entrevista à RTP3.

PGR de Angola: "Dinheiro usado para negócios" terá "proveniência ilícita"
Notícias ao Minuto

16:42 - 24/01/20 por Notícias Ao Minuto 

País Hélder Pitta Grós

Helder Pitta Grós esteve em Portugal onde, na quinta-feira, se encontrou com Lucília Gago numa reunião que terá sido dominada pela investigação Luanda Leaks, que tem Isabel dos Santos no epicentro. O responsável angolano deu uma entrevista à RTP3 - que será emitida esta noite - onde falou sobre o assunto. 

Questionado sobre se houve alguma questão específica que o tenha colocado à Procuradoria de Portugal, Pitta Grós respondeu que, quanto a isso, "temos as cartas rogatórias, houve a constituição de arguidos, alguns deles são portugueses e têm residência permanente aqui em Portugal. É necessário que sejam notificados do despacho que os constitui como arguidos para a partir daí, posteriormente, poderem ser interrogados". 

Pitta Grós prossegue, afirmando, que pediu "à Procuradoria-Geral de Portugal que cumprisse essas cartas rogatórias com a maior brevidade possível", sendo que, por outro lado, se avance para "vermos sobre esse processo que questões comuns poderão existir para que, em conjunto, possamos trabalhar. É mais fácil trabalharmos em conjunto do que cada um trabalhar por seu lado". 

Quanto a estas questões comuns, o PGR referiu "que Angola, pelo menos, pensa que o dinheiro que foi utilizado para alguns negócios aqui da senhora Isabel dos Santos tenha uma proveniência ilícita e, portanto, se foram tirados de Angola de forma ilícita e usados em Portugal, aí já há uma questão que é comum". 

Já sobre um eventual arresto de bens, o responsável disse que esse poderá ser um dos cenários: "Poderá ser, poderá ser. Não vou afirmar que seja isso uma realidade, mas as equipas que começarem a trabalhar poderão chegar à conclusão de que é necessário fazer isso". 

Recorde-se que a engenheira angolana foi constituída arguida por alegada má gestão e desvio de fundos durante a passagem pela petrolífera estatal Sonangol. Além da empresária há, pelo menos, outros quatro arguidos, entre eles portugueses.

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