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Treinador de atleta muçulmana "desiludido" com explicação da Federação

Equipa do Clube de Basquetebol de Tavira "vai fazer tudo" para jogar no próximo fim de semana com Fatima Habid em campo.

Treinador de atleta muçulmana "desiludido" com explicação da Federação

O treinador do Clube de Basquetebol de Tavira, clube que no domingo passado viu uma atleta ser impedida de jogar devido à indumentária, disse ter ficado "desiludido" com o esclarecimento prestado pela Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) sobre a polémica.

Em declarações ao Notícias ao Minuto, André Pacheco contrariou o que disse a federação da modalidade.

"Fiquei desagradado por ter dito, erradamente, que eu tinha sido avisado da situação no jogo anterior", apontou, lamentando, mais uma vez, toda a situação.

"Foi um episódio triste que espero que seja devidamente ultrapassado e que não volte a suceder a mais nenhuma atleta", assinalou.

Sobre o próximo jogo, a realizar no domingo, o treinador declarou que o objetivo é a equipa jogar mas com a Fatima Habid, atleta muçulmana, em campo.  "Vamos fazer os possíveis junto dos responsáveis de modo a que ela possa jogar. Caso contrário, teremos ainda de pensar como agir", sublinhou.

André Pacheco disse ainda nestas declarações aos Notícias ao Minuto que foi com surpresa que viram a decisão da equipa de arbitragem impedir a jovem de 13 anos de jogar alegadamente por esta ter os braços cobertos. "Para nós foi uma surpresa. O que foi alegado é que ela teria que ter os braços descobertos. Isto após ela ter jogado quase três anos deste modo", enfatizou.

Em comunicado emitido na tarde de quarta-feira, a Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) recusou "qualquer tipo de discriminação, seja ela de género, de etnia ou de religião".

Acrescentava ainda o comunicado que a regulamentação da Federação Internacional de Basquetebol "respeita a liberdade religiosa e cultural" e prevê "a possibilidade de os jogadores poderem utilizar equipamento de acordo com as suas convicções religiosas" desde que "o mesmo garanta a liberdade de movimentos e assegure a segurança dos intervenientes no jogo". O que não terá sido, considera a Federação, o caso de Fatima.

No jogo anterior aos factos, e de acordo com a FPB, o treinador foi "devidamente informado pela equipa de arbitragem responsável que o equipamento da jogadora teria que estar de acordo com as regras definidas (...) para a mesma poder continuar a participar em competições".

Um 'aviso' que o treinador, que assume "não ligar muito aos equipamentos", desmente.

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