Meteorologia

  • 14 NOVEMBRO 2019
Tempo
13º
MIN 10º MÁX 16º

Edição

Americanos não vão abandonar as Lajes para não criar "vazios de poder"

O especialista em relações internacionais da Universidade dos Açores (UAc) Luís Andrade defendeu hoje que, apesar da redução do contingente, os Estados Unidos não vão abandonar a base das Lajes, para não permitir "vazios de poder".

Americanos não vão abandonar as Lajes para não criar "vazios de poder"

"A geografia não muda. Independentemente dos avanços tecnológicos que têm existido e de os americanos reduziram substancialmente a sua presença na base das Lajes, há um aspeto importante: eles não vão sair de lá, na minha perspetiva. Porque o pior que existe em geopolítica é criarem-se vazios de poder e quando isso acontece, alguém, mais tarde ou mais cedo, ocupá-los-á", assinala à Lusa Luís Andrade, professor catedrático de Ciência Política, à margem do seminário comemorativo do 70.º aniversário da NATO, que decorreu esta quarta-feira na Universidade dos Açores, em Ponta Delgada.

Luís Andrade foi o representante dos Açores na comissão bilateral para o acompanhamento do acordo das Lajes.

Questionado pela Lusa sobre se a postura nacionalista de Donald Trump pode resultar no abandono da base das Lajes, na ilha Terceira, o professor da UAc reiterou a sua posição, justificando com a "imprevisibilidade das relações internacionais" e pelos "objetivos claros do pentágono", independentemente da posição de administração americana.

"Perante a imprevisibilidade das relações internacionais, antes prevenir do que remediar - penso que o pensamento geopolítico passa por aí", afirmou, apontando que, "independentemente disso (das políticas de Trump), o Pentágono tem traçado objetivos claros e parece que eles (Estados Unidos) não vão sair, é essa a minha interpretação".

Luís Andrade destacou ainda que os "Açores foram determinantes" na adesão de Portugal à NATO e que é sempre "benéfico" para as grandes potências terem um "ponto estratégico no meio do Atlântico".

"Os Açores foram determinantes para adesão de Portugal à NATO. Segundo ponto, é sempre bom, a potência marítima dominante, a Grã-Bretanha século XIX e agora os Estados Unidos, terem esse ponto estratégico a meio do atlântico. É sempre benéfico em caso de conflito regional no médio oriente, independentemente, ressalvo, das alterações tecnológicas", concluiu.

Recomendados para si

Seja sempre o primeiro a saber.
Acompanhe o site eleito pelo segundo ano consecutivo Escolha do Consumidor.
Descarregue a nossa App gratuita.

Apple Store Download Google Play Download

Campo obrigatório