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Manuel Amado: Marcelo destaca "carreira notável" do pintor

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou hoje a morte do pintor Manuel Amado, destacando a sua "carreira notável".

Manuel Amado: Marcelo destaca "carreira notável" do pintor
Notícias ao Minuto

23:14 - 15/10/19 por Lusa

País Manuel Amado

"Envio as minhas condolências à família do pintor Manuel Amado, que nos deixou, aos 80 anos, depois de cinco décadas de uma carreira notável, até pela sua singularidade", afirma Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota disponível no 'site' da Presidência da República.

Na mesma nota, o chefe de Estado refere que Manuel Amado, arquiteto de formação e que também fez teatro, "acabou por se dedicar a tempo inteiro à pintura, expondo pela primeira vez a título individual em 1978".

"Sensível ao espaço, aos espaços, às construções humanas, pintou estações, cenários e bastidores, casas vazias. Nunca foi surrealista, mas admirava o surrealismo, e tinha amigos surrealistas, como Cruzeiro Seixas, além de serem detetáveis nas suas obras ecos de Magritte ou de De Chirico", adianta Marcelo Rebelo de Sousa.

Para o Presidente da República, Manuel Amado, que foi "fiel, como dizia, 'ao que se vê', ou seja, ao espaço, à luz, à sombra", ocupou também "um lugar especial na arte portuguesa contemporânea, um lugar próprio, fora das correntes, ou, como disse numa entrevista: 'ocupo um espaço que é só meu'".

O pintor Manuel Amado morreu na segunda-feira, em Lisboa, aos 81 anos, vítima de cancro, disse à Lusa fonte da família.

Nascido em 1938, formou-se em Arquitetura, em 1965, mas foi a pintura que o moveu desde muito cedo, e à qual se dedicou em exclusivo desde 1987.

Autor de "Quarto Interior", que faz parte da Coleção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, e do tríptico da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, participou pela primeira vez numa exposição coletiva em 1975, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Expôs individualmente a partir de 1978, em locais como a Galeria São Mamede, em Lisboa, e a Cooperativa Árvore, no Porto.

Desde então, expôs com regularidade em Portugal e no estrangeiro, destacando-se a presença no Smithsonian, em Washington, na ARCO Madrid, na Fundação Telefónica, em Madrid, que acolheu a sua primeira retrospetiva, em 1974, e na Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, em 2001.

A sua obra está representada em coleções públicas e privadas de instituições como Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação das Descobertas/Centro Cultural de Belém, Fundação Millennium BCP, Fundação Oriente, Fundação EDP, Fundação Portugal Telecom, Fundação Cupertino de Miranda, Fundação Berardo, Casa Museu Fernando Pessoa e, no estrangeiro, na Fundação Jacqueline Vodoz e Bruno Danese (Itália), e na Fundação António Perez Museu de Arte Contemporânea (Espanha).

Em maio de 2016, a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, acolheu a sua exposição "O Verão era assim como uma casa de morar onde todas as coisas estão...", uma retrospetiva que remontava a obras dos anos de 1970, com curadoria da própria pintora Paula Rego e da coordenadora da instituição, Catarina Alfaro.

Os quadros de Manuel Amado "possuem todos uma simplicidade ameaçadora", disse então Paula Rego sobre a obra do pintor, como recorda a Casa das Histórias, na página dedicada ao artista. "É como se ele pintasse para erradicar um fantasma, algo que nunca conseguirá fazer".

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