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Manutenção de Matos Fernandes no Ambiente bem vista por ambientalistas

A manutenção de João Pedro Matos Fernandes como ministro do Ambiente é bem vista por associações ambientalistas, que se interrogam sobre quem vai tutelar a área da energia no próximo Governo, devido à mudança de nome do Ministério.

Manutenção de Matos Fernandes no Ambiente bem vista por ambientalistas

Matos Fernandes vai de novo ter o cargo de ministro do Ambiente no próximo Governo, uma repetição que nunca até hoje tinha acontecido desde que há um Ministério para o setor. Mas o Ministério do Ambiente e Transição Energética passa agora a chamar-se Ministério do Ambiente e Ação Climática.

Ouvidas pela Lusa, as associações ambientalistas Zero e Quercus entenderam a manutenção como positiva e não criticaram a mudança do nome do ministério, mas perguntam quem vai tutelar a área da energia.

Francisco Ferreira, presidente da Zero, disse à Lusa que considera "merecido" que a "ação climática" fique no Ministério do Ambiente, que conduziu o roteiro para que Portugal seja neutro em carbono em 2050.

Do Ministério saiu também o Plano Nacional de Energia e Clima, lembrou Francisco Ferreira, para acrescentar que se justifica que esse trabalho na área da energia seja continuado no Ministério de Matos Fernandes. "E que tenha relevo, porque estamos numa situação de emergência climática", disse.

"Esperamos que a energia fique neste novo Ministério, porque grande parte das decisões que interferem com a redução das emissões estão ligadas à política energética", referiu Francisco Ferreira, concluindo que se assim não for "há o trabalho de um ano que seria perdido".

Francisco Ferreira disse ainda que o novo Ministério tem "um trabalho acrescido", de políticas de redução de emissões de gases com efeito de estufa, e louvou a decisão de o Ministério do Ambiente receber a área das Florestas e assumir por inteiro a tutela do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

O ambientalista elogiou ainda o nome de Ricardo Serrão Santos para ministro do Mar, referindo que tem "um percurso científico e de ação na proteção dos oceanos e na salvaguarda das áreas naturais marinhas". "Esperamos que traga uma visão diferente da economia do mar", disse.

Paulo do Carmo, presidente da Quercus, considerou positiva a manutenção de Matos Fernandes no Ambiente, ainda que comungando das mesmas preocupações de Francisco Ferreira sobre a energia.

"Com a alteração do nome não sei se os transportes e a energia continuam na pasta, e isso era fundamental", disse Paulo do Carmo. E sobre Matos Fernandes: "Entendemos que o trabalho dos últimos quatro anos foi na globalidade positivo. Houve sinais muito positivos nesta área".

A descarbonização, a economia circular, os resíduos, a economia "verde", o encerramento das centrais a carvão, a mobilidade, tudo áreas que nas palavras do ambientalista tivera melhorias nos últimos anos.

Para os próximos quatro anos entende Paulo do Carmo que os principais desafios se prendem com a gestão dos recursos hídricos, sendo nomeadamente necessário parar com a agricultura intensiva. E a "questão do lítio" estará também na agenda.

Mas "conhecer os dossiers é positivo", concluiu o responsável.

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