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Imigrantes em Lisboa orgulhosos de escolher destino de Moçambique

A tinta indelével no indicador era hoje comum a dezenas de cidadãos que votaram na embaixada de Moçambique em Lisboa e alguns dos quais mostravam orgulhosos a "prova" de que estavam a escolher o destino deste país africano.

Imigrantes em Lisboa orgulhosos de escolher destino de Moçambique

a altura da viragem. Ou vamos para um lado ou para o outro, penso que estas eleições vão ser significativas para o futuro de Moçambique", disse Alexandre Lacerda à agência Lusa após cumprir o seu "dever cívico".

Este moçambicano que veio para Portugal ainda jovem, mas que nunca cortou "o cordão umbilical" com o seu país de origem, sublinhou "a grande afluência" que se regista nas instalações da Embaixada de Moçambique em Portugal, situada em Lisboa, onde esta comunidade pode escolher o novo Presidente da República, 250 deputados do parlamento e dez governadores provinciais e respetivas assembleias.

Alexandre Lacerda acredita que o tempo é de mudança e, sobre a comunidade moçambicana em Portugal, considera que "está cansada de um sistema e que pensa em mudar".

"Penso que o resultado vai mudar o percurso do país", afirmou.

Com a tinta indelével visível no indicador, procedimento que é um dos passos da votação, Maria do Céu mostrava-se orgulhosa por ter exercido o seu direito.

"É bom votar. É o direito de cada cidadão. Vim exercer o meu voto e cada voto conta", disse à Lusa esta cidadã de 40 anos, que deixou Moçambique aos 20 anos.

Tal como dezenas de outros eleitores, Maria do Céu veio chegou cedo ao local de voto, antes de ir trabalhar. Seja qual for o resultado eleitoral, deseja que quem ganhe "pense no povo".

Ao seu país de origem deseja "muita paz e muito trabalho" e mostra vontade de regressar.

"Que haja muito emprego porque nós que estamos na diáspora precisamos de voltar para Moçambique para ajudarmos, para contribuírmos", adiantou.

E declarou: "O meu coração está lá, sempre lá".

Contente com a afluência a este ato eleitoral, o embaixador de Moçambique em Portugal, Joaquim Bule, foi hoje um dos primeiros a depositar o seu voto nas urnas que abriram às 10:00 e assim vão continuar até às 21:00.

"Já votei e esperamos que o processo corra da melhor forma possível. A afluência é encorajadora e esperamos que as pessoas afluam", disse à Lusa.

O diplomata referiu que foram recenseados 1.819 eleitores em Portugal, de norte a sul, maioritariamente na grande Lisboa, um "bom número", tendo em conta que ao nível consular estão registados pouco mais de 3.000 moçambicanos.

"Isto significa que mais de metade se recensearam e isso é muito bom e esperemos que todos eles exerçam o seu direito e dever cívico", adiantou.

Sobre a comunidade indicou que "é muito complexa", cabendo à embaixada "promover a coesão da comunidade e a participação da comunidade", o que "não é tarefa fácil, principalmente porque os moçambicanos em Portugal estão dispersos, de norte a sul".

"Os partidos políticos tiveram 42 dias para difundir a sua mensagem, fazer a sua campanha eleitoral, fazer a sua mobilização e, nas suas estratégias, tentaram abarcar o maior número possível de eleitores", prosseguiu.

Durante a manhã, alguns moçambicanos tentaram sem sucesso votar, uma vez que não se recensearam para este ato eleitoral, mostrando por isso algum descontentamento. Outros fizeram-no pela primeira vez.

A estas eleições que vão escolher o Presidente da República, 250 deputados do parlamento e, pela primeira vez, dez governadores provinciais e respetivas assembleias, estão a ser chamados 13,1 milhões de eleitores moçambicanos.

As sextas eleições gerais de Moçambique contam com quatro candidatos presidenciais: o atual Presidente da República, Filipe Nyusi (Frente de Libertação de Moçambique -- Frelimo), que concorre a um segundo mandato; o novo líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade; o líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, e o candidato do partido extraparlamentar Ação do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI), Mário Albino, este último com uma campanha limitada a alguns pontos de Nampula, província do Norte.

Às eleições legislativas e provinciais apresentaram-se 26 partidos, mas só os três partidos com assento parlamentar no país (Frelimo, Renamo e MDM) concorrem nos 11 círculos eleitorais do território nacional, que se estende por 2.000 quilómetros, mais dois círculos da diáspora (África e resto do mundo).

Pela primeira vez, o ato de hoje envolve a eleição dos governadores das 10 províncias do país, que serão os cabeças-de-lista mais votados dos partidos concorrentes.

Haverá 20.162 mesas de voto em território moçambicano, mais 407 no estrangeiro.

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