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Governo de Moçambique promete segurança para observadores face a ataques

O Governo moçambicano prometeu hoje garantir a segurança aos observadores eleitorais destacados para as eleições gerais de 15 de outubro em Cabo Delgado, norte do país, zona afetada por ataques de grupos armados.

Governo de Moçambique promete segurança para observadores face a ataques

"Todo o trabalho está a ser feito pelas forças de defesa e segurança para que os cidadãos possam exercer o seu direito de votação e para que os observadores possam ter a segurança necessária para fazer o seu trabalho", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, que falava durante um encontro com membros das missões de observação, nas instalações do Ministério, em Maputo.

O chefe da diplomacia moçambicana disse ainda que "qualquer situação que possa ocorrer" e que temporariamente possa impedir acesso a certas zonas, "será comunicada pelos canais oficiais", disse.

O governante referiu que "à partida, estão criadas as condições para que a observação eleitoral seja feita em toda a extensão do território de Moçambique".

Na segunda-feira, o diretor-executivo do Fórum das ONG (FONGA) e dirigente da organização de observação Sala de Paz, Anastácio Matavel, foi morto em Gaza, sul de Moçambique.

No dia seguinte, a Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou que o homicídio terá sido perpetrado por um grupo de quatro agentes e um civil, referiu, sem adiantar as possíveis motivações. Dois dos suspeitos morreram num acidente que envolveu a viatura em que os cinco fugiam do local do homicídio, na cidade de Xai-Xai, capital da província de Gaza.

Em 15 de outubro, 12,9 milhões de eleitores moçambicanos vão escolher o Presidente da República, dez assembleias provinciais e respetivos governadores, bem como 250 deputados da Assembleia da República.

Ataques armados levados a cabo por grupos criados em mesquitas consideradas insurgentes na região eclodiram em Mocímboa da Praia a 05 de outubro de 2017.

Como consequência já terão morrido cerca de 250 pessoas, quase todas em aldeias isoladas e durante confrontos no mato, mas, em algumas ocasiões, a violência já atingiu transportes na principal estrada asfaltada da região, bem como a área dos megaprojetos de exploração de gás - nos quais há várias empresas portuguesas subcontratadas.

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