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De Machico ao Vaticano, D. Tolentino Mendonça deixa rasto de brilhantismo

Papa Francisco anunciou, este domingo, que o arcebispo português vai ser feito cardeal no dia 5 de outubro.

De Machico ao Vaticano, D. Tolentino Mendonça deixa rasto de brilhantismo
Notícias ao Minuto

09:14 - 02/09/19 por Natacha Nunes Costa 

País Tolentino Mendonça

Este domingo foi dia de regozijo para os católicos portugueses. O Papa Francisco anunciou, após a recitação do Angelus, no Vaticano, que a 5 de outubro desde ano, o arcebispo português D. José Tolentino Mendonça será ordenado cardeal.

É a primeira vez na história de Portugal que o país tem cinco cardeais ao mesmo tempo. Além de D. Tolentino de Mendonça, já ordenados cardeais estão D. Manuel Clemente e D. António Marto, assim como os cardeais eméritos D. José Saraiva Martins e D. Manuel Monteiro de Castro.

Às funções de arcebispo, D. Tolentino de Mendonça alia as de titular da mais antiga biblioteca do mundo e arquivista do Vaticano, de poeta autor de inúmeros livros, ensaísta e tradutor. Até à sua nomeação episcopal, a 26 de junho de 2018, o português foi também vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa.

O "reconhecimento de uma personalidade ímpar"

Nasceu a dezembro de 1965, em Machico, na ilha da Madeira. Doutorou-se em Teologia Bíblica e foi ordenado padre em 1990. Em 2015, foi condecorado com o grau de Comendador da Ordem de Sant’lago da Espada pelo antigo presidente da República Aníbal Cavaco Silva.

Uma carreira brilhante, construída ao longo de 53 anos, que culmina nesta nomeação. D. Tolentino de Mendonça será um dos mais novos  cardeais a integrar o colégio cardinalício, sendo o mais jovem logo depois de D. Diuedonné Nzapalainga, cardeal da República Centro-Africana, de 52 anos.

Marcelo Rebelo de Sousa foi das primeiras pessoas a congratular esta nomeação. O Presidente da República manifestou o seu “mais profundo júbilo” pela escolha do Papa Francisco e recordou que, ele próprio já tinha ‘nomeado’ o cardeal para presidir à comissão organizadora das comemorações do 10 de junho do próximo ano, que vão decorrer na ilha da Madeira e na África do Sul. Na mesma nota, o Chefe de Estado português adiantou que tenciona estar presente na cerimónia de imposição do barrete cadinalício.

Além de Marcelo Rebelo de Sousa, também o primeiro-ministro, António Costa, saudou a nomeação, classificando o português como "um dos mais qualificados vultos da Igreja".

Entre outras reações, está a da líder do CDS-PP, Assunção Cristas, que sublinhou o “extraordinário humanismo” de D. Tolentino de Mendonça, do Bispo do Funchal, que teceu palavras de orgulho ao conterrâneo e ainda do Governo da Madeira, que  expressou o "maior regozijo na nomeação.

As mensagens de apoio não acabam por aqui. Alguns parlamentares como a socialista Edite Estrela e o centrista José Ribeiro e Castro expressaram, nas redes sociais, o apoio a D. Tolentino.

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