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Salvador, o bebé milagre, já está em casa. "É um bebé prematuro normal"

Bebé milagre evoluiu sempre de forma positiva e durante o tempo em que esteve internado no Hospital de São João, no Porto, "foi só crescer". Saiu de lá com 2.600 kg.

Salvador, o bebé milagre, já está em casa. "É um bebé prematuro normal"

Salvador, o bebé milagre que nasceu às 31 semanas de gestação, depois de a mãe ter sido mantida em suporte de vida durante cerca de três meses, recebeu esta terça-feira alta do hospital de São João.

Em conferência de imprensa para assinalar o momento, o pessoal clínico responsável pelo acompanhamento de Salvador, contou que o bebé foi para casa com o pai, estando presentes no momento da alta também as avós e uma madrinha.

A médica responsável adiantou que o Salvador foi um bebé cuja a evolução correu “muito bem”.

“Tivemos de o acompanhar como qualquer bebé prematuro, não fez infeções, não teve alterações, foi só crescer e aumentar de peso”, frisou, sublinhando que o bebé foi para casa com 2.600 kg.

“A única situação que se mantém é a necessidade de um bocadinho de oxigénio que não é nada anormal”, disse a médica, explicando que os bebés prematuros, muitas vezes ,só deixam o oxigénio aos quatro, cinco meses.

O Salvador, tal como todos os bebés que nascem prematuramente, será acompanhado em consultas multidisciplinares.

O que não foi normal para a equipa médica foi o facto de a mãe, em morte cerebral, ter resistido tanto tempo [os cerca de três meses] sem "expulsar o bebé do útero".

"É realmente uma situação que nos confortou e nos admirou, o tempo que esta mãe conseguiu manter este bebé sem o expulsar do seu útero. Foi realmente um milagre e uma aprendizagem para todos nós profissionais", destacou, reforçando sempre que o Salvador é "um bebé prematuro normal", apesar das circunstâncias em que nasceu. 

Agora, "o futuro o dirá". "Seguir-se-ão alguns anos de necessidade de acompanhamento e de testes psicológicos. Cantaremos vitória quando for um bom aluno a matemática, é a idade escolar que depois nos descansa nas situações de prematuridade",  disse ainda a responsável.

Apesar disso, a médica deixou ainda uma mensagem de tranquilidade quanto ao desenvolvimento desta criança. "Neste momento, os exames feitos não nos mostram nada que nos ponham em alerta para o pior. Da parte cerebral, estamos confortáveis", notou.

Por fim, a responsável salientou a "abertura" que o pai teve para a permanência da família do bebé durante o tempo de internamento.

"Isso é para nós é uma mais-valia. Nunca foi egoísta. As avós entraram as vezes que quiseram. É uma mais-valia para um serviço como o nosso que tem os cuidados centrados no desenvolvimento e na família. Não é o bebé e o pai. É o bebé, o pai, e uma família que quando quis esteve ao lado do bebé", rematou. 

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