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Adesão à cooperação com a "nova rota da seda" reforça estratégia europeia

O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, considerou hoje que a adesão de países como Portugal à cooperação com a estratégia denominada como a nova rota da seda reforça a estratégia europeia.

Adesão à cooperação com a "nova rota da seda" reforça estratégia europeia

O governante, que falava na conferência "O Futuro de Macau na Nova China", organizado pela Agência Lusa, que está a decorrer no Centro Científico e Cultural de Macau, em Lisboa, destacou as conclusões da cimeira entre a União Europeia (UE) e a China, na semana passada em Bruxelas.

Destacou as conclusões da cimeira e sublinhou a denominada coordenação da estratégia para a conectividade euro-asiática definida pelos europeus e a nova roda da seda implementada pela República Popular da China.

"Queria chamar a atenção para isto para dizer que este mesmo elemento foi consagrado no memorando de entendimento" celebrado no final do ano passado entre os governos português e chinês, "nos termos do qual Portugal adere à cooperação com a nova rota da seda, ciente que essa cooperação significa cooperação da nossa estratégia de conectividade e a estratégia de conectividade da República Popular da China", apontou o ministro.

"Este ponto é muito importante porque algumas almas menos conhecedoras deste processo pensam que a adesão de países europeus à nova roda da seda se destina a enfraquecer a estratégia europeia", considerou.

Ora, "o que eu digo é que a adesão de países como Portugal à cooperação com a estratégia conhecida por nova rota da seda tem como objetivo reforçar a estratégia europeia e, sobretudo, reforçar a ligação entre o que nós próprios fazemos para melhorar as comunicações e transportes entre o nosso continente e o continente asiático, e o que a República Popular da China está a fazer para melhorar as comunicações entre o continente asiático e o continente europeu", salientou Augusto Santos Silva.

O governante salientou que Portugal se "revê inteiramente" nas conclusões fundamentais da recente cimeira entre a UE e a China.

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