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Zippy no epicentro de polémica por lançamento de coleção sem género

As reações nas redes sociais multiplicam-se, muitas em jeito de crítica. A marca já reagiu.

Zippy no epicentro de polémica por lançamento de coleção sem género

Chama-se 'Happy', 'veste-se' de tons coloridos alusivos à primavera e pretende "celebrar a individualidade e a liberdade de expressão de cada um". Falamos da primeira coleção 'ungendered' (sem género) da Zippy, que foi lançada no início do mês de março e que começou nos últimos dias a gerar polémica nas redes sociais.

A marca está a ser apontada por promover, como consideram alguns internautas, a "ideologia de género" através da coleção idealizada para crianças dos três aos 14 anos. Os comentários à publicação que promove a 'Happy' na página de Facebook da Zippy são variados e muitos manifestam o descontentamento com a posição da marca portuguesa de vestuário, calçado e acessórios infantis.

A publicação conta já com quase 600 comentários e entre eles pode ler-ser: "Nunca mais Zippy, ADEUS. Não percebem que nós pais não queremos isto para os nossos filhos? V-E-R-G-O-N-H-A”; “Adeus Zippy! Nem mais um euro e vou partilhar com família e amigos!"

Perante as sucessivas reações, a marca já se posicionou, esclarecendo que "não tem qualquer associação a ideologias ou movimentos. Esta é uma coleção cápsula com peças unissexo, que podem ser usadas tanto por meninos como por meninas. A HAPPY materializa o espírito prático e funcional da Zippy. Com esta linha, queremos facilitar os pais na hora de vestir as suas crianças, dando-lhe opções versáteis e que podem ser passadas de irmãos para irmãs, de primas para primos, e vice-versa".

Quem também comentou a publicação foi Joana Bento Rodrigues, médica ligada ao CDS, que "não pactua com a agenda ideológica, a Zippy acaba de perder uma cliente. Não voltarei a fazer compras nesta loja". A centrista partilhou depois a publicação, acrescentando que  espera que "mais sigam a conduta num País que, embora de brandos costumes, se pauta pela honestidade intelectual de reconhecer que há meninos e meninas e que a Família natural deve nortear a sociedade". 

Recentemente, recorde-se, em declarações ao Notícias ao Minuto a respeito de um artigo de opinião não menos polémico publicado no jornal digital Observador, a centrista defendeu que “a nossa sociedade está imbuída dos princípios do marxismo cultural que começou a ser desenhado nos anos 20” e que defendia uma “aculturação das populações” cuja estratégia começava pela “destruição da família” e pela “denúncia dos oprimidos e das vítimas de preconceito”.

Refira-se que, apesar da polémica, há utilizadores da rede social que defendem a marca, criticando os que assumem uma posição contrária: "So vejo uma colecao super colorida, o que adoro! JURO que não entendo a maioria doa comentários"; "Coleção giríssima... Excelente ideia e uma ajuda económica enorme pois as roupas podem passar de irmão para irmã, para primo, prima etc... Parabéns Zippy". 

Entretanto, a correr as redes sociais está também a publicação da página Jovem Conservador de Direita, que ironiza a controvérsia.

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