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"A mulher não se incomoda em ter menos rendimentos que o marido"

Um artigo de opinião, publicado no domingo, está a gerar controvérsia entre alguns membros do Partido Socialista. “Inenarrável” e “ veio das catacumbas” são apenas algumas das expressões utilizadas para descrever o texto da centrista Joana Bento Rodrigues.

"A mulher não se incomoda em ter menos rendimentos que o marido"

A mulher gosta de se sentir útil, de ser a retaguarda e de criar a estabilidade familiar, para que o marido possa ser profissionalmente bem sucedido. Esse sucesso é também o seu sucesso! Por norma, não se incomoda em ter menos rendimentos que o marido, até pelo contrário”. Este é apenas um parágrafo de um longo artigo de opinião publicado, no domingo, no jornal digital Observador e assinado pela centrista Joana Bento Rodrigues, que está a causar celeuma entre os socialistas.

Filipe Neto Brandão, Isabel Moreira e Tiago Barbosa Ribeiro são alguns dos deputados do PS que usaram as redes sociais para mostrarem o seu descontentamento para com as palavras escritas por Joana Bento Rodrigues, que integra a TEM – Tendência Esperança em Movimento que é a corrente de opinião democrata-cristã do CDS.

"Um artigo notável por nos lembrar que esta gente existe”, escreve Tiago Barbosa Ribeiro, considerando que Joana Bento Rodrigues “veio das catacumbas” por defender que “não espanta que haja menos mulheres em cargos políticos e em posições de poder” pois “não se pode ter tudo” e a mulher “escolhe, naturalmente, dedicar menos tempo que o homem às causas partidárias e ao estudo da História e da atualidade” pois “na maternidade, a mulher sente-se verdadeiramente realizada”.

Quem também leu e não gostou foram os deputados Isabel Moreira e Filipe Neto Brandão. A primeira não emitiu opinião, limitando-se a partilhar a publicação do segundo que considerou as palavras de Joana Bento Rodrigues “inenarráveis”.

“Se as não tivesse lido, não acreditaria”, rematou o deputado.

O artigo de opinião de Joana Bento Rodrigues, que é também médica, termina com a explicação do porquê da sua crítica à nova lei da paridade. "A mulher é um ser belíssimo e extraordinário, que já provou conseguir alcançar sonhos e objectivos, sem necessidade de leis movidas por comiseração. A mulher não precisa de quotas obrigatórias para poder aceder à participação na vida política."

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